segunda-feira, 20 de julho de 2009
40 anos da primeira viagem à Lua.
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
Carlos Drummond de Andrade
Fonte: http://www.algumapoesia.com.br
quinta-feira, 4 de junho de 2009

terça-feira, 12 de maio de 2009
2000 Exercícios para concursos - pOr trÁs dAs LeTraS

5. Crase
8. Gabarito de todos os exercícios
10. Ortografia
11. Pontuação
12. Pronomes
13. Regências
15. Verbosterça-feira, 17 de março de 2009
Palavras com SC, e não C, Ç, S, SS
abscessoabscissa
acrescentar
acrescer,
acréscimo
adolescente
apascentar
aquiescência
aquiescer
ascender
ascensão
asceta
condescendência
consciência
cônscio
convalescer
crescente
crescer
descendência
descender
descentralização
descer
descerrar
descida
discente (que aprende)
discernimento
disciplina(r)
discípulo
efervescência
fascículo
fascismo
florescer
imisção
(mistura)
imiscível
imprescindível
intumescer
irascível
isóscele(s)
miscelânea
miscigenação
nascença
nascer
néscio
obsceno
onisciência
oscilar,
oscilação
piscicultura
piscina
plebiscito
prescindir
recrudescer
remanescente
reminiscência
renascença
rescindir
rescisão
ressuscitar
seiscentésimo
seiscentos
suscetível
suscitar
transcendência
víscera
Palavras com SS, e não C, Ç
Abissínia
acessível
admissão
aerossol
agressão
amassar (massa)
apressar (pressa)
argamassa
arremessar
assacar
assassinar
assear
assecla
assediar
assentar
assento (assentar)
asserção
asserto,
assertiva (afirmação)
assessor
asseverar
assíduo
assimetria
assinar
Assíria
assolar
aterrissagem
atravessar
avassalar
avesso
bússola
cassar (anular)
cassino
cessão (ato de ceder)
comissão
compasso
compressa
compromisso
concessão
condessa (fem. De conde)
confissão
cossaco
crasso
cromossomo
demissão
depressa
depressão
dessecar (secar bem)
devassar
dezesseis
dezessete
digressão
discussão
dissensão
dissertação
dissídio
dissimulação
dissipar
dissuadir
dossiê
ecossistema
eletrocussão
emissão
empossar (dar posse a)
endossar
escassear
escassez
escasso
excessivo
excesso
expressão
fissura
fosso
fracasso
gesso
grassar
idiossincrasia
imissão
impressão
imissão
impressão
ingressar
insosso
insubmissão
interesse
intromissão
macrossistema
massa
messe
messiânico
microssistema
missa
missionário
mocassim
necessidade
obsessão
opressão
pássaro
passear
passeata
passeio
passo (cf. paço)
permissão
pêssego
pessimismo
possessão
potássio
pressagiar,
presságio
pressão,
pressionar
processão (procedência)
procissão (préstito)
professo
profissão
progressão
progresso
promessa
promissor
promissória
regressar,
regressivo
remessa
remissão (ato de remitir)
remissivo
repercussão
repressão,
repressivo
ressalva(r)
ressarcir
ressentir
ressequir
ressonar
ressurreição
retrocesso
russo (da Rússia)
sanguessuga
secessão (separação)
sessão (reunião)
sessar (peneirar)
sobressalente (ou sobresselente)
sossego
submissão
sucessão
sucessivo
tessitura
tosse
travessa
travessão
uníssono
vassoura
verossímil
vicissitude
Palavras com S, e não C ou SC, nem X
adensar
adversário
amanuense
ânsia,
ansiar
apreensão
ascensão (subida)
autópsia
aversão
avulso
balsa
bolso
bom-senso
canhestro
cansaço
censo (recenseamento)
compreensão
compulsão
condensar
consecução
conselheiro (que aconselha)
conselho (aviso, parecer)
consenso
consentâneo
consertar (remendar)
contra-senso
contraversão
controvérsia
conversão
convulsão
Córsega
defensivo
defensor
descansar
descensão,
descenso (descida)
desconsertar (desarranjar)
despensa (copa, armário)
despretensão
dimensão
dispensa(r)
dispersão
dissensão
distensão
diversão
diverso
emersão
espoliar
estender (mas extensão)
estorno
estorricar
excursão
expansão
expensas
extensão (mas estender)
extorsão
extrínseco
falsário
falso,
falsidade
farsa
imersão
impulsionar
incompreensível
incursão
insinuar
insípido
insipiente (ignorante)
insolação
intensão (tensão)
intensivo
intrínseco
inversão
justapor
mansão
misto,
mistura
obsessão (mas obcecação)
obsidiar
obsoleto
pensão
percurso
persa
Pérsia
persiana
perversão
precursor
pretensão
propensão
propulsão
pulsar
recensão
recensear,
recenseamento
remorso
repreensão
repulsa
reverso
salsicha
Sansão
seara
sebe
sebo
seção (ou secção)
seda
segar (ceifar,cortar)
sela (assento)
semear
semente
senado
senha
sênior
sensato
senso
série
seringa
sério
serra
seta
severo
seviciar
Sevilha
Sibéria
Sicília
siderurgia
sigilo
sigla
Silésia
silício
silo
sinagoga
Sinai
Singapura (tradicional; ocorre também.Cingapura)
singelo
singrar
sintoma
Síria
sismo
sito,
situado
submersão
subsidiar
subsistência
suspensão
tensão (estado de tenso)
tergiversar
Upsala (ou Upsália)
utensílio
versão
versátil,
versáteis
"NÃO ERRE MAIS!" Lição do mestre Luiz Antonio Sacconi
O verbo obstruir se conjuga por atribuir, por isso não tem formas em ói, como construir e destruir.
A frase acima é de um ex-árbitro carioca que virou comentarista de futebol pela televisão. "Obstrói", sem dúvida, dói mais que uma pancada na canela...
país não comunista
Perfeito. Não há hífen entre as duas últimas palavras, como usam muitos. Por quê? Porque se trata de um adjetivo. Só os substantivos é que trazem o hífen. Repare na diferença: produto não perecível (adjetivo), o não-pagamento da dívida (substantivo); amor não correspondido (adjetivo), a não-variação de uma palavra (substantivo).
Há gigantes que adormecem e "que" não acordam.
Este que (pronome relativo) é maroto. Por que maroto? Porque não exerce nenhuma função na frase. Se o retirarmos, a frase ficará perfeita.
O que coordenado só é correto quando exerce a função de conjunção integrante, Assim, por exemplo: Eu disse que ela era francesa e que gostava de namorar. *** Ela afirmou que não gosta do rapaz e que não quer mais vê-lo. *** Você acha que é esperto e que sempre vai levar vantagem em tudo?
Mas não assim: Há coisas que a gente vê e "que" já não aceita. *** Existem rios que são poluídos e "que" por isso não têm peixes.
Retirado o "que" maroto e intruso, faz-se a luz.
Está relampeando ou está relampejando?
Tanto faz. Em Portugal, além de relampear e relampejar, ainda se usam as formas: lampadejar, relampaguear, relampadar e relampar.
Como se vê, em Portugal, relampa todos os dias, relampada que é uma barbaridade!
ídolo
É sempre nome masculino, ainda que se refira a mulher: Meu ídolo é essa atriz. Paula era o ídolo de boa parte dos aficionados ao basquete.
Há quem, por mera brincadeira, usa "ídola". Mas é só brincadeira.
gênio
É outro nome sempre masculino: Onde está aquele gênio de sua irmã, que deixou a televisão ligada a noite inteira? *** Essa cientista, um gênio, recebeu o Prêmio Nobel de Física. *** Susana era o gênio da classe.
Muito bem. Está claro que não existe "gênia", forma que só se admite mesmo em programas humorísticos de mau-gosto da televisão e em brincadeirinhas do recesso do lar. Fora daí, jamais.
Eis, porém, que surge uma apresentadora de televisão que, do alto do seu 1,85m, declara, até que meio aborrecida: Estão dizendo que faço dos meus erros de português um marketing. Que tipo de "gênia" sou eu, para falar errado e achar que é marketing?
De fato, de nenhum tipo...
indivíduo
É, igualmente, outro nome sempre masculino: Camila, esse indivíduo maravilhoso,fará parte do elenco da novela das 7h. *** Daniela é o tipo de indivíduo que só vai aparecer na Terra em cem anos.
Há quem, por brincadeira, também use "indivídua". É preciso, no entanto, nunca esquecer que brincadeira (de qualquer tipo) sempre tem hora.
traste
É também sempre nome masculino: Viridiana é um traste. *** Essa menina virou um traste.
Minha vizinha é mesmo "uma sujeitinha" à-toa.
Sujeitinho à-toa realmente existe, em todos os lugares; já "sujeitinha" não existe em lugar nenhum. Mulher, homem, criança, é sempre sujeito (nome sobrecomum), a exemplo de ídolo, gênio, indivíduo, traste, etc.
Por isso é que suas amigas são - todas elas - uns sujeitinhos falsos.
mais pequeno
É expressão corretíssima. Pode usar sem receio. O que não se deve é empregar "mais grande" (legítima no espanhol).
É expressão legítima também no português, mas somente quando comparamos qualidades de um mesmo ser. Assim, por exemplo: Sua filha é mais grande que pequena.
***Esse rapaz é mais grande que inteligente.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Narração
Tipos de Personagem
Designa, no interior da prosa literária (conto, novela ou romance) e do teatro, os seres fictícios construídos à imagem e semelhança dos seres humanos: se estes são pessoas reais, aqueles são "pessoas" imaginárias, se os primeiros habitam o mundo que nos cerca, os outros movem-se no espaço arquitetado pela fantasia do prosado!: " (Dicionário de Termos Literários - M. Moisés - Ed. Cultural)
Segundo E.M. Forster, podem classificar as personagens em:
1. Planas (lineares)
Constituídas de uma única idéia ou qualidade; carecem de profundidade. A personalidade delas é pobre, repetitiva; são previsíveis quanto ao seu comportamento, infensas à evolução. Jamais nos surpreenderão durante ou ao final da narrativa. Podem ser subdivididas em:
a) Tipos
São personagens típicas, de contornos e características peculiares e, exatamente por isso, eternizam-se: quem se esqueceria de Sancho Pança,
b) Caricaturas
São personagens que têm distorções propositais, a fim de ensejar o cômico, o ridículo, o satírico: Patrocínio das Neves, a "Titi" do livro A Relíquia, de Eça de Queirós.
2. Redondas
São complexas, bem acabadas interiormente, repelem todo o intuito de simplificação. São também chamadas de multiformes, e nos surpreenderão porque evoluem na narrativa. Dinâmicas e tridimensionais, podem ser subdivididas em:
a) Caracteres
São personagens cuja complexidade se acentua, gerando conflitos insolúveis: é o caso das personagens clássicas gregas: Édipo Rei, Prometeu, Medéia.
b) Símbolos
São personagens que parecem ultrapassar a barreira do mero humano, transcendem. Ostentam profundidade psicológica e multiplicidade de ações: Diadorim, de Grande Sertão: Veredas, Ulisses, da ; epopéia grega A Odisséia, de Homero.
Estas personagens, imprevisíveis em suas atitudes, rompem com a linearidade e nos provocam impactos com suas ações: Medeia, que mata os filhos, apesar de amá-los, para vingar-se do marido que a trocara por outra mulher; Édipo, que, após ter descoberto sua verdadeira origem, conclama a multidão e fura os olhos na frente do povo; Prometeu, que furta o fogo sagrado dos deuses e alia-se aos mortais e andróginos, castigado, amarrado ao Cáucaso, com uma águia a lhe devorar todos os dias o fígado que cresce sem parar.
As personagens podem ser caracterizadas física ou psicologicamente, ou ainda, de ambas as maneiras simultaneamente.
Quanto à atuação no enredo
Esta classificação não segue a concepção do teórico E. M. Forster.
Principais e secundárias
A referência serve para designar que às principais cabe sustentar, como eixo, todos os fatos inerentes à narrativa. Às secundárias cabe dar suporte à continuidade da história, intermediando as ações e girando ao redor das principais como seres complementares.
a) Protagonistas
As que encabeçam as ações, sustentam o eixo narrativo. O mesmo que principais. Leonardo (filho) em Memórias de um Sargento de Milícias é bom exemplo disso.
b) Antagonistas
Designação atual para o antigo vilão. Cabe a elas impedir, dificultar, atormentar a "vida" das personagens protagonistas. Como observação, seria bom lembrar que as antagonistas não precisam ser propriamente pessoas; às vezes, são representadas por sentimentos, grupos sociais, peculiaridades de ordem física, psicológica ou social dos indivíduos e até podem representar instituições. Suponhamos que você tenha uma história onde dois indivíduos do mesmo sexo se amem e queiram casar. O antagonista será o Estado, a sociedade, a Constituição que os impedirá de concretizarem seus desejos.
c) Coadjuvantes
O mesmo que secundárias. Co-auxiliam no desenvolvimento da história.
Tempo
Para o crítico Massaud Moisés, o tempo, no romance, provavelmente constitua o ingrediente mais complexo e o mais relevante: de certo modo, tudo no romance forceja por transformar-se em tempo, que seria, em última instância, o escopo magno do romancista. Mais do que escrever uma história, mostrar cenários, criar personagens, o seu objetivo consistiria na criação de um tempo e da sua fixação, dentro das coordenadas de um livro. Senhor absoluto do tempo, o recepcionista pode acompanhar as personagens durante toda a sua existência. " O crítico ressalta, ainda, que dois tipos de tempo podem ser considerados numa narrativa:
Histórico (cronológico)
Chamado também de linear, diacrônico, é mensurável e segue a organização do dia-a-dia. Tem o ritmo do calendário ou do relógio e pode, muitas vezes, ser apontado por situações adverbiais: à noite, naquela manhã, no outono de 1997. Outros índices temporais podem ser levados em consideração: durante a adolescência, por um instante.
Psicológico (interior ou pessoal)
Decorre "dentro" das criaturas. E sempre imaterial, não mensurável, particular. A única maneira de medi-lo é através das associações com a duração dos sentimentos.
Não é o tempo dos meses, relógios, calendários. É o tempo o ser.
Exemplo do cotidiano: Você marca um encontro, o primeiro, com quem ama, às 7 da noite. Às cinco em ponto você já tomou banho, escolheu a roupa. Olha o . relógio que não move os ponteiros. Estas duas horas que separam vocês serão infinitamente longas, embora o tempo real tenha sido marcado nos relógios de maneira idêntica a todas as horas.
Um outro exemplo: sentado(a) na carteira do c vestibular, com a aflição das inúmeras questões pela frente, seu relógio voa quatro horas são céleres demais.
E o tempo psicológico, interior.
Espaço
Nenhuma personagem, em qualquer tipo de narrativa, está solta no espaço. A especialidade existe sob a forma de ambiente onde se insiram as personagens. E numa classificação simplista, podem ser qualificados; de abertos (o campo, uma praça) e fechados (uma casa, um cômodo, uma sala). Os espaços, muitas vezes, singularizam as criaturas. Veja o exemplo de Bento Santiago,
O espaço é vital para a construção de boas histórias. Menos que um pano de fundo, é indicador de características humanas: O "Paraíso",
Tipologia de Espaços Físicos
São espaços "verdadeiros", ambientes criados pelo narrador para contextualizar suas personagens; é o cenário. No Romantismo, por exemplo, é meramente decorativo; no Realismo, em contrapartida, faz parte indissociável das características mais profundas da personagem: decifra suas características ou, então, indica, através do Determinismo, que o homem é produto do meio em que vive.
Psicológicos
Muitas vezes, o espaço é meramente interior e reflete estados psicológicos. Principalmente nas narrativas intimistas, a especialidade tem acento nitidamente psíquico e aponta os estados de alma das personagens.
Tomando como exemplo Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector, a personagem Joana irá embora no final da narrativa. Em espaço aberto, pelo mar, procurará o "coração selvagem da vida", lugar desconhecido, mas intuído ou sonhado.
Ainda não entendeu o que é espaço psicológico? Vamos lá! Você, suponhamos, receberá um diploma, um prêmio. Está nervoso, inquieto. Chamam seu nome, há centenas de pessoas olhando para você que... atravessa a pista de dança de um clube qualquer e dirige-se à mesa principal para ser premiado, diplomado. O trajeto até a mesa será imenso, quilométrico. Quando olhado numa outra ocasião, parecerá muito menor do que aquele que você, inquieto e nervoso, atravessou com o coração saltando pela boca. Entendeu agora?
Ação
Muito cuidado para não confundir ação com enredo, história ou argumento narrativos. Podemos definir ação como uma seqüência de acontecimentos na narração e, como se encadeiam numa ordem natural de causa e efeito, acabam por formar o todo de que se alimenta a história.
Dessa forma, um conjunto de ações feitas ou recebidas pelas personagens, encadeadas entre si, geram o enredo.
Horácio, poeta latino, observava que a ação, juntamente com o tempo e o espaço, formava o que conhecemos como a "lei das três unidades" que qualquer narrativa jamais pode dispensar para ser digna de crédito.
A seqüência das ações narrativas desenvolve-se no tempo, não se esqueça disso; é um conjunto de fatos; no entanto, é preciso observar que esta seqüência de fatos nem sempre implica uma ação. Para que isso aconteça, é preciso que tais fatos estejam "amarrados" entre si, que formem um todo a que podemos chamar, então, de enredo.
Quando se escreve, não podemos deixar ao longo das narrativas que produzimos "fios soltos". Eles devem ser "amarrados" entre si, produzindo o que chamamos de coerência interna. Mais do que descrever fatos, precisamos prestar atenção e produzir situações que se encadeiem, originando daí o todo narrativo, o conjunto de circunstâncias acionais que gerem uma história na qual se creia.
Como você pode perceber, as ações implicam também verossimilhança e dão unidade e sentido à sua narração ou a qualquer texto que conte uma história.
Elaboração: Equipe Aprovação Vest
Narração
Tipos de Personagem
Designa, no interior da prosa literária (conto, novela ou romance) e do teatro, os seres fictícios construídos à imagem e semelhança dos seres humanos: se estes são pessoas reais, aqueles são "pessoas" imaginárias, se os primeiros habitam o mundo que nos cerca, os outros movem-se no espaço arquitetado pela fantasia do prosado!: " (Dicionário de Termos Literários - M. Moisés - Ed. Cultural)
Segundo E.M. Forster, podem classificar as personagens em:
1. Planas (lineares)
Constituídas de uma única idéia ou qualidade; carecem de profundidade. A personalidade delas é pobre, repetitiva; são previsíveis quanto ao seu comportamento, infensas à evolução. Jamais nos surpreenderão durante ou ao final da narrativa. Podem ser subdivididas em:
a) Tipos
São personagens típicas, de contornos e características peculiares e, exatamente por isso, eternizam-se: quem se esqueceria de Sancho Pança,
b) Caricaturas
São personagens que têm distorções propositais, a fim de ensejar o cômico, o ridículo, o satírico: Patrocínio das Neves, a "Titi" do livro A Relíquia, de Eça de Queirós.
2. Redondas
São complexas, bem acabadas interiormente, repelem todo o intuito de simplificação. São também chamadas de multiformes, e nos surpreenderão porque evoluem na narrativa. Dinâmicas e tridimensionais, podem ser subdivididas em:
a) Caracteres
São personagens cuja complexidade se acentua, gerando conflitos insolúveis: é o caso das personagens clássicas gregas: Édipo Rei, Prometeu, Medéia.
b) Símbolos
São personagens que parecem ultrapassar a barreira do mero humano, transcendem. Ostentam profundidade psicológica e multiplicidade de ações: Diadorim, de Grande Sertão: Veredas, Ulisses, da ; epopéia grega A Odisséia, de Homero.
Estas personagens, imprevisíveis em suas atitudes, rompem com a linearidade e nos provocam impactos com suas ações: Medeia, que mata os filhos, apesar de amá-los, para vingar-se do marido que a trocara por outra mulher; Édipo, que, após ter descoberto sua verdadeira origem, conclama a multidão e fura os olhos na frente do povo; Prometeu, que furta o fogo sagrado dos deuses e alia-se aos mortais e andróginos, castigado, amarrado ao Cáucaso, com uma águia a lhe devorar todos os dias o fígado que cresce sem parar.
As personagens podem ser caracterizadas física ou psicologicamente, ou ainda, de ambas as maneiras simultaneamente.
Quanto à atuação no enredo
Esta classificação não segue a concepção do teórico E. M. Forster.
Principais e secundárias
A referência serve para designar que às principais cabe sustentar, como eixo, todos os fatos inerentes à narrativa. Às secundárias cabe dar suporte à continuidade da história, intermediando as ações e girando ao redor das principais como seres complementares.
a) Protagonistas
As que encabeçam as ações, sustentam o eixo narrativo. O mesmo que principais. Leonardo (filho) em Memórias de um Sargento de Milícias é bom exemplo disso.
b) Antagonistas
Designação atual para o antigo vilão. Cabe a elas impedir, dificultar, atormentar a "vida" das personagens protagonistas. Como observação, seria bom lembrar que as antagonistas não precisam ser propriamente pessoas; às vezes, são representadas por sentimentos, grupos sociais, peculiaridades de ordem física, psicológica ou social dos indivíduos e até podem representar instituições. Suponhamos que você tenha uma história onde dois indivíduos do mesmo sexo se amem e queiram casar. O antagonista será o Estado, a sociedade, a Constituição que os impedirá de concretizarem seus desejos.
c) Coadjuvantes
O mesmo que secundárias. Co-auxiliam no desenvolvimento da história.
Tempo
Para o crítico Massaud Moisés, o tempo, no romance, provavelmente constitua o ingrediente mais complexo e o mais relevante: de certo modo, tudo no romance forceja por transformar-se em tempo, que seria, em última instância, o escopo magno do romancista. Mais do que escrever uma história, mostrar cenários, criar personagens, o seu objetivo consistiria na criação de um tempo e da sua fixação, dentro das coordenadas de um livro. Senhor absoluto do tempo, o recepcionista pode acompanhar as personagens durante toda a sua existência. " O crítico ressalta, ainda, que dois tipos de tempo podem ser considerados numa narrativa:
Histórico (cronológico)
Chamado também de linear, diacrônico, é mensurável e segue a organização do dia-a-dia. Tem o ritmo do calendário ou do relógio e pode, muitas vezes, ser apontado por situações adverbiais: à noite, naquela manhã, no outono de 1997. Outros índices temporais podem ser levados em consideração: durante a adolescência, por um instante.
Psicológico (interior ou pessoal)
Decorre "dentro" das criaturas. E sempre imaterial, não mensurável, particular. A única maneira de medi-lo é através das associações com a duração dos sentimentos.
Não é o tempo dos meses, relógios, calendários. É o tempo o ser.
Exemplo do cotidiano: Você marca um encontro, o primeiro, com quem ama, às 7 da noite. Às cinco em ponto você já tomou banho, escolheu a roupa. Olha o . relógio que não move os ponteiros. Estas duas horas que separam vocês serão infinitamente longas, embora o tempo real tenha sido marcado nos relógios de maneira idêntica a todas as horas.
Um outro exemplo: sentado(a) na carteira do c vestibular, com a aflição das inúmeras questões pela frente, seu relógio voa quatro horas são céleres demais.
E o tempo psicológico, interior.
Espaço
Nenhuma personagem, em qualquer tipo de narrativa, está solta no espaço. A especialidade existe sob a forma de ambiente onde se insiram as personagens. E numa classificação simplista, podem ser qualificados; de abertos (o campo, uma praça) e fechados (uma casa, um cômodo, uma sala). Os espaços, muitas vezes, singularizam as criaturas. Veja o exemplo de Bento Santiago,
O espaço é vital para a construção de boas histórias. Menos que um pano de fundo, é indicador de características humanas: O "Paraíso",
Tipologia de Espaços Físicos
São espaços "verdadeiros", ambientes criados pelo narrador para contextualizar suas personagens; é o cenário. No Romantismo, por exemplo, é meramente decorativo; no Realismo, em contrapartida, faz parte indissociável das características mais profundas da personagem: decifra suas características ou, então, indica, através do Determinismo, que o homem é produto do meio em que vive.
Psicológicos
Muitas vezes, o espaço é meramente interior e reflete estados psicológicos. Principalmente nas narrativas intimistas, a especialidade tem acento nitidamente psíquico e aponta os estados de alma das personagens.
Tomando como exemplo Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector, a personagem Joana irá embora no final da narrativa. Em espaço aberto, pelo mar, procurará o "coração selvagem da vida", lugar desconhecido, mas intuído ou sonhado.
Ainda não entendeu o que é espaço psicológico? Vamos lá! Você, suponhamos, receberá um diploma, um prêmio. Está nervoso, inquieto. Chamam seu nome, há centenas de pessoas olhando para você que... atravessa a pista de dança de um clube qualquer e dirige-se à mesa principal para ser premiado, diplomado. O trajeto até a mesa será imenso, quilométrico. Quando olhado numa outra ocasião, parecerá muito menor do que aquele que você, inquieto e nervoso, atravessou com o coração saltando pela boca. Entendeu agora?
Ação
Muito cuidado para não confundir ação com enredo, história ou argumento narrativos. Podemos definir ação como uma seqüência de acontecimentos na narração e, como se encadeiam numa ordem natural de causa e efeito, acabam por formar o todo de que se alimenta a história.
Dessa forma, um conjunto de ações feitas ou recebidas pelas personagens, encadeadas entre si, geram o enredo.
Horácio, poeta latino, observava que a ação, juntamente com o tempo e o espaço, formava o que conhecemos como a "lei das três unidades" que qualquer narrativa jamais pode dispensar para ser digna de crédito.
A seqüência das ações narrativas desenvolve-se no tempo, não se esqueça disso; é um conjunto de fatos; no entanto, é preciso observar que esta seqüência de fatos nem sempre implica uma ação. Para que isso aconteça, é preciso que tais fatos estejam "amarrados" entre si, que formem um todo a que podemos chamar, então, de enredo.
Quando se escreve, não podemos deixar ao longo das narrativas que produzimos "fios soltos". Eles devem ser "amarrados" entre si, produzindo o que chamamos de coerência interna. Mais do que descrever fatos, precisamos prestar atenção e produzir situações que se encadeiem, originando daí o todo narrativo, o conjunto de circunstâncias acionais que gerem uma história na qual se creia.
Como você pode perceber, as ações implicam também verossimilhança e dão unidade e sentido à sua narração ou a qualquer texto que conte uma história.
Elaboração: Equipe Aprovação Vest
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Roteiro para interpretar textos:
1. Ler atentamente todo o texto, procurando focalizar sua idéia central.
2. Interpretar as palavras desconhecidas através do contexto.
3. Reconhecer os argumentos que dão sustentação à idéia central.
4. Identificar as objeções à idéia central;
5. Sublinhar os exemplos que forem empregados como ilustração da idéia central.
6. Antes de responder às questões, ler mais de uma vez todo o texto, fazendo o mesmo com o enunciado de cada questão.
7. Evite responder “de cabeça”. Procure localizar a resposta no texto.
8. Se preferir, faça anotações à margem ou esquematize o texto.
9. Se o comando pede a idéia principal ou tema, normalmente deve situar-se no primeiro parágrafo (introdução) ou no último (conclusão).
10. Se o comando busca argumentação, deve localizar-se os parágrafos intermediários (desenvolvimento).
Erros comuns de interpretação:
· Portanto, é proibido viajar.
REDUÇÃO: É o oposto da extrapolação.
· Dá-se atenção apenas a um ou outro aspecto, esquecendo-se de que o texto é um conjunto de idéias.
CONTRADIÇÃO: É comum as alternativas apresentarem idéias contrárias às do texto, fazendo o candidato chegar a conclusões equivocadas, de modo a errar a questão.
· Portanto, internalize as idéias do autor e ponha-se no lugar dele.
· Só contradiga o autor se isso for solicitado no comando da questão. Exemplo: “Indique a alternativa que apresenta idéia contrária à do texto”.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Anúncios e jornais
Para quem gostava de ler as pérolas do ENEM e rir do nível lamentável de nossos estudantes, encontrei outras pérolas de pessoas (pelo menos acho) letradas. É isso mesmo. Pessoas com diploma também erram, porque não?
Leiam e divirtam-se!
Essas primeiras são do livro "Ora Direis Ouvir Asneiras"
"De ordem do Exmo. Delegado de Policia,faço saber aos senhores criminosos que andam perambulando pelas ruas que fujam com urgencia, sob pena de serem presos." (Aviso afixado na cadeia de Cabrobó - PE.)
"A vítima foi encontrada às margens do rio Sucuriú, retalhada em quatro pedaços, com os membros separados do tronco, dentro de um saco de aniagem, amarrado e atado a uma pesada pedra. Ao que tudo indica, parece afastada a hipótese de suicidio." (Relatorio de um delegado de Mato Grosso.)
"Cuidado! Tocar nesses fios provoca morte instantanea. Quem for flagrado fazendo isso será processado." (Tabuleta afixada em uma estação ferroviária.)
Essa próxima sequencia fez parte de uma pesquisa feita por Edson Athayde, publicada pelo Diario de Noticias, do Rio de Janeiro, em 30 de Outubro de 1999
- “Parece que ela foi morta pelo seu assassino”
- “Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça.”
- “Os antigos prisioneiros terão a alegria de se reencontrar para lembrar os anos de sofrimento.”
- “A policia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço.”
- “O acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vítimas.”
- “O acidente foi no tristemente célebre Retângulo das Bermudas.”
- “Este ano, as festas do 4 de Setembro coincidem exatamente com a data de 4 de Setembro, que é a data exata, pois o 4 de Setembro é um domingo.”
- “O tribunal, após breve deliberação, foi condenado a um mês de prisão.”
- “Quatro hectares de trigo foram queimados. A principio trata-se de um incendio.”
- “O velho reformado, antes de apertar o pescoço da sua mulher até à morte, suicidou-se.”
- “No corredor do hospital psiquiátrico, os doentes corriam como loucos.”
- “Ela contraiu a doença na época em que ainda estava viva.”
- “A conferência sobre a prisão-de-ventre foi seguida de um farto almoço.”
- “O acidente provocou uma forte comoção em toda a região, onde o veículo era bem conhecido.”
“O aumento do desemprego foi de 0% em Novembro.”- “O cabrito montês ficou morto na estrada durante alguns instantes.”
- “À chegada da policia, o cadáver encontrava-se rigorosamente imóvel.”
- “As circunstancias da morte do chefe de iluminação permanecem rigorosamente obscuras.”
- “O presidente de honra é um jovem setuagenario de 81 anos.”
- “E’ uma bela obra, de onde parecia exalar toda a fria tristeza da estepe gelada. Foi executada com um calor magistral.”
- “Depois de algum tempo, a agua corrente foi instalada no cemiterio, para satisfação dos habitantes.”
- “Esta nova terapia traz esperanças a todos aqueles que morrem de cancro a cada ano.”
- “Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente.”
- “Os sete artistas compõem um trio de talento.”
- “A policia encontrou no esgoto um tronco que provém, seguramente, de um corpo cortado em pedaços. E tudo indica que este tronco faça parte das pernas encontradas na semana passada.”
- “A vítima foi estrangulada a golpes de facão.”
- “Um surdo-mudo foi morto por um mal-entendido.”
- “Os nossos leitores nos desculparão por este erro indesculpável.”
- “Há muitos redatores que, para quem veio do nada, são muito fiéis a suas origens.”
Fontes:
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Música e os estilos literários
Abaixo, os links de músicas explicando os estilos literários brasileiros.
Coloque algo mais no seu som portátil!
- Vanerão do Barroco
- A Timbalada do Arcadismo
- O Romantismo Country
- O Baião do Realismo
- O Samba enredo do Naturalismo
- O Parnasianismo Sertanejo
- O Rap do Simbolismo
- O Pagode de Pré-Modernismo
- O Melô do Modernismo
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Aprenda definitivamente a usar a vírgula com 4 regras simples
A vírgula é um dos elementos que causam mais confusão na língua portuguesa. Pouca gente sabe ao certo onde deve e onde não deve usá-la. O motivo disso é bem simples: sempre nos ensinaram do jeito errado!
Você deve lembrar da sua professora falando coisas como “a vírgula é usada para indicar pausa”, “prestem atenção em como vocês falam, quando tiver pausa, usem vírgula”. Isso é besteira, pois cada um de nós fala de um jeito diferente, usa pausas diferentes e, basicamente, decide como quer falar.
Mas não podemos simplesmente decidir onde vai e onde não vai vírgula. Ela tem poder demais para ser arbitrária. Quer ver o poder da vírgula? Assista esse vídeo:
Viu como a vírgula é importante?
Pois bem, existem algumas regras para o uso da vírgula, e elas são baseadas na gramática. Deu medo, né? Calma, o meu objetivo aqui é mastigar a gramática pra que você não estrague seus dentes ;-)
1. Use a vírgula para separar elementos que você poderia listar
Veja esta frase:
João Maria Ricardo Pedro e Augusto foram almoçar.
Note que os nomes das pessoas poderiam ser separados em uma lista:
Foram almoçar:
- João
- Maria
- Ricardo
- Pedro
- Augusto
Isso significa que devem ser separados por vírgula na frase original:
João, Maria, Ricardo, Pedro e Augusto foram almoçar.
Note que antes de “e Augusto” não vai vírgula. Como regra geral, não se usa vírgula antes de “e”. Há um caso específico que eu explico daqui há pouco. Um outro exemplo:
A sua fronte, a sua boca, o seu riso, as suas lágrimas, enchem-lhe a voz de formas e de cores… (Teixeira de Pascoaes)
2. Use a vírgula para separar explicações que estão no meio da frase
Explicações que interrompem a frase são mudanças de pensamento e devem ser separadas por vírgula. Exemplos:
Mário, o moço que traz o pão, não veio hoje.
Dá-se uma explicação sobre quem é Mário. Se tivéssemos que classificar sintaticamente o trecho, seria um aposto.
Eu e você, que somos amigos, não devemos brigar.
O trecho destacado explica algo sobre “Eu e você”, portanto deve vir entre vírgulas. A classificação do trecho seria oração adjetiva explicativa.
3. Use a vírgula para separar o lugar, o tempo ou o modo que vier no início da frase.
Quando um tipo específico de expressão — aquela que indica tempo, lugar, modo e outros — iniciar a frase, usa-se vírgula. Em outras palavras, separa-se o adjunto adverbial antecipado. Exemplos:
Lá fora, o sol está de rachar!
“Lá fora” é uma expressão que indica “lugar”. Um adjunto adverbial de lugar.
Semana passada, todos vieram jantar aqui em casa.
“Semana passada” indica tempo. Adjunto adverbial de tempo.
De um modo geral, não gostamos de pessoas estranhas.
“De um modo geral” é sinônimo de “geralmente”, adjunto adverbial de modo, por isso vai vírgula.
4. Use a vírgula para separar orações independentes
Orações independentes são aquelas que têm sentido, mesmo estando fora do texto. Nós já vimos um tipo dessas, que são as orações coordenadas assindéticas, mas também há outros casos. Vamos ver os exemplos:
Acendeu um cigarro, cruzou as pernas, estalou as unhas, demorou o olhar em Mana Maria. (A. de Alcântara Machado)
Nesse exemplo, cada vírgula separa uma oração independente. Elas são coordenadas assindéticas.
Eu gosto muito de chocolate, mas não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, porém não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, contudo não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, no entanto não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, entretanto não posso comer para não engordar.
Eu gosto muito de chocolate, todavia não posso comer para não engordar.
Capiche? Antes de todas essas palavras aí, chamadas de conjunções adversativas, vai vírgula. Pra quem gosta de saber os nomes (se é que tem alguém), elas se chamam orações coordenadas sindéticas adversativas. (medo!)
Agora só faltam mais duas coisinhas:
Quando se usa vírgula antes de “e”?
Vimos aí em cima que, como regra geral, não se usa vírgula antes de “e”. Tem só um caso em que vai vírgula, que é quando a frase depois do “e” fala de uma pessoa, coisa, ou objeto (sujeito) diferente da que vem antes dele. Assim:
O sol já ia fraco, e a tarde era amena. (Graça Aranha)
Note que a primeira frase fala do sol, enquanto a segunda fala da tarde. Os sujeitos são diferentes. Portanto, usamos vírgula. Outro exemplo:
A mulher morreu, e cada um dos filhos procurou o seu destino (F. Namora)
Mesmo caso, a primeira oração diz respeito à mulher, a segunda aos filhos.
Existem casos em que a vírgula é opcional?
Existe um caso. Lembra do item 3, aí em cima? Se a expressão de tempo, modo, lugar etc. não for uma expressão, mas sim uma palavra só, então a vírgula é facultativa. Vai depender do sentido, do ritmo, da velocidade que você quer dar para a frase. Exemplos:
Depois vamos sair para jantar.
Depois, vamos sair para jantar.
Geralmente gosto de almoçar no shopping.
Geralmente, gosto de almoçar no shopping.
Semana passada, todos vieram jantar aqui em casa.
Semana passada todos vieram jantar aqui em casa.
Note que esse último é o mesmo exemplo do item 3. Vê como sem a vírgula a frase também fica correta? Mesmo não sendo apenas uma palavra, dificilmente algum professor dará errado se você omitir a vírgula.
Não se usa a vírgula!
Com as regras acima, pode ter certeza de que você vai acertar 99% dos casos em que precisará da vírgula. Um erro muito comum que vejo é gente separando sujeito e predicado com vírgula. Isso é errado, e você pode ser preso se for pego usando!
Jeito errado:
João, gosta de comer batatas.
Alice, Maria e Luíza, querem ir para a escola amanhã.
Jeito certo:
João gosta de comer batatas.
Alice, Maria e Luíza querem ir para a escola amanhã.
Exercício sobre vírgula e pontuação
O seu Alfredo estava já no fim da vida e escreveu seu testamento. Infelizmente, ele esqueceu da pontuação, e o texto ficou assim:
Deixo minha fortuna a meu sobrinho não à minha irmã jamais pagarei a conta do alfaiate nada aos pobres
Reescreva o testamento 4 vezes, de forma que em cada uma delas você deve dar a herança pra alguém diferente. Você pode usar qualquer sinal de pontuação, mas não pode mudar as palavras.
É um exercício legal e tem várias formas de resolver.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Pérolas do ENEM - 2008
Todos os anos aparecem tais pérolas que alunos despreparados, ou quem sabe, para aparecer mesmo, nos presenteiam. Essas vieram por E-mail
Divirtam-se! A não ser que identifiquem abaixo o seu texto...
01) “o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta.”
02) “A amazônia é explorada de forma piedosa.”
03) “Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta.”
04) “A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu.”
05) “Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta.”
06) “O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação.”
07) “Espero que o desmatamento seja instinto.”
08) “A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo.”
09) “A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta.”
10) “Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis.”
11) “Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas.”
12) “Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna.”
13) “Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza.”
14) “A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica.”
15) “A amazônia tem valor ambiental ilastimável.”
16) “Explorar sem atingir árvores sedentárias.”
17) “Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia.”
18) “Paremos e reflitemos.”
19) “A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas.”
20) “Retirada claudestina de árvores.”
21) “Temos que criar leis legais contra isso.”
22) “A camada de ozonel.”
23) “a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor.”
24) “A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração.”
25) “A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.”
26) “Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação.”
27) “Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises.”
28) “A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes.”
29) “O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório.”
30) “O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando.”
31) “Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc.”
32) “Convivemos com a merchendagem e a politicagem.”
33) “Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.”
34) “Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia.”
35) “O que vamos deixar para nossos antecedentes?”
36) “A fiscalisação tem que ser preservativa.”
37) “Não podem explorar a Amazônia de maneira tão devassaladora.”
Alguns Clássicos do ENEM
'O sero mano tem uma missão...'
(A minha, por exemplo, é ter que ler isso!)
'O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas. .'
(Levei uns minutos para identificar o El Niño...)
'O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!'
(Eu não sabia que a camada tinha esse nome bonito)
'A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região.'
(E além de tudo, viajam pra caramba, hein?)
Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele.'
(Faz sentido)
'O grande problema do Rio Amazonas é a pesca dos peixes'
(Achei que fosse a pesca dos pássaros.)
'É um problema de muita gravidez.'
(Com certeza...se seu pai usasse camisinha, não leríamos isso!)
'A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO.'
(Sem comentário)
'Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia'
(Que pena. Também ursos e elefantes sumiram de lá)
'A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando'
(Foi trazida nas caravelas, certo ?)
'O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos.'
(Não conte comigo)
'Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom beneficácio para o Brasil'
(Vamos trocar as fumaças pelas moto-serras)
... menos desmatamentos, mais florestas arborizadas. '
(Concordo! De florestas não arborizadas, basta o Saara!)
'Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia.'
(Meu Deus... Haja pára-raio!)
'Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado.'
(Quem teria sido o fabricante? Compaq ? Apple? IBM?)
'Imaginem a bandeira do Brasil. O azul representa o céu , o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro já foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira..'
(Caraca! Ainda bem que temos aquela faixinha onde está escrito 'Ordem e Progresso'..)
'... são formados pelas bacias esferográficas. '
(Imaginem as bacias da BIC.)
'Eu concordo em gênero e número igual.'
(Eu discordo!)
'Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio.'
(Putz, que droga é essa?)
'O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas.
(Esse deve ter tomado uma na veia)
'Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos.'
(Que maravilha!)
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Advinhações
Você sabe qual é o sonho de toda a cobra?
Resposta: SERpente
Como as baratas se comunicam?
Resposta: Via EMBARATEL
Porque um gato não pode virar estrela?
Resposta: Porque astronoMIA
Porque dizem que a farinha é pura?
Resposta: Porque o TRIGONOMETrIA!!!!!!
Porque não é bom colocar o quibe no frízer?
Resposta: Porque lá dentro o quibe ESFIRRA.
Qual é a parte do carro que se originou no Egito antigo?
Resposta: Os faraóis
Como se faz para uma transformar um giz num cobra?
Resposta: É só colocar o giz nun copo de água que o GIZBÓIA.
Fonte: Do excelente http://www.contaoutra.com.br
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Epitáfios
Do livro "Grave humour" (Humor na tumba), de Thomas Hall, temos os seguintes epitáfios:
Aqui jaz um ateu completamente vestido para não ir a lugar algum.
Em um cemitério de Thurmont, Maryland
No início eu não era, depois passei a ser, agora novamente não sou.
Na lápide de Arthur Homan, em um cemitério de Cleveland, Ohio
Debaixo dessa pedra descansa o tio Peter, que em princípios de maio despiu suas ceroulas.
Em um cemitério de Edimburgo, Escócia.
Aqui jaz Buck Allen, que era rápido no gatilho, mas lento para sacar.
Em um cemitério de Silver City, Nevada
Isso é tudo!
Epitáfio de Thomas Stagg, em um cemitério de Londres
Aqui jaz Jonny Yeats – Perdoem-me por não ficar de pé.
Em um cemitério de Ruidoso, Novo México
Rab McBeth, que morreu por não poder continuar respirando.
Epitáfio de um homem que foi enforcado, em Larne, Irlanda
Aqui jaz quem chamou Bill Smith de corno.
Em um cemitério de Criplle Creek, Califórnia
Como acabei muito cedo, me pergunto por que comecei?
Na lápide de um jovem em um cemitério de Plymouth, Massachussets
Aqui jaz Jonathan Blake, que pôs o pé no acelerador ao invés de botar no freio.
Em um cemitério de Uniontown, Pensilvânia
Aqui deveria estar o corpo de Margareth Bent, que morreu e desapareceu.
Em um cemitério de Dorchetsire, Inglaterra
Era. Não é mais.
Epitáfio de Arthur Haine, em um cemitério de Vancouver, Washington
Aqui jaz Lester Moore, com quatro balas de um Colt 44.
Em um cemitério de Tombstone, Arizona
Eu fui alguém. Quem? Não é da sua conta.
Em um cemitério de Stowe, Vermont
Morto, mas não perdoado.
Epitáfio em um cemitério de Atlanta, Geórgia (escrito pela viúva)
Fui!
Epitáfio de Robert Phillip, em Kingsbride, Inglaterra
Ezekial Aikle, idade: 102 anos – Os bons morrem jovens!
Em um cemitério de East Dalhousie, Nova Escócia
Passei a vida tentando ficar rico. Vou ver se agora – com mais tempo – consigo.
Em um cemitério de Charleston, Carolina do Sul
Eu disse que estava doente!
Em um cemitério da Geórgia
A defesa descansa.
Epitáfio de um advogado em Rockford, Illinois
Fonte: http://4sanimeclub.forumativo.com
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
O Rio de Janeiro já está se preparando para copa 2014!
Estas são ótimas!


Ditados populares corrigidos
Retirados do livro "Nossa Língua Portuguesa" do Profº Pasquale Cipro Neto.
No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'
EU NÃO SABIA. E VOCÊ?
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
'Cor de burro quando foge.'
O correto é: 'Corro de burro quando foge!'
Outro que no popular todo mundo erra:
'Quem tem boca vai a Roma.'
O correto é:'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).
Outro que todo mundo diz errado,
'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é: 'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)
Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é:
'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'
Vai dizer que você falava corretamente algum desses?

















