quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Os 9 (nove) estilos de Carlos Drummond

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) foi o escritor mais extraordinário da literatura brasileira. Sua obra atravessou todo o período modernista (produziu de 1922 até meados de 80); não fez só poesia, destacou-se também em Prosa conquistando o título de um dos melhores cronistas da litertura brasileira.
Nos principais vestibulares o que mais é cobrado acerca de Drummond é a sua poesia. Muitas são as obras (originais ou antológicas) que os vestibulandos têm de ler e interpretar para as provas. O próprio Poeta, talvez já imaginando a angústia dos estudantes, classificou sua obra poética em 9 (nove) temas fundamentais. Entre aspas, anotações de Drumond:

1. o indivíduo: "um eu todo retorcido";
2. a terra natal: "uma província: esta";
3. a família: "a família que me dei";
4. amigos: "cantar de amigos";
5. o choque social: "na praça de convites";
6. o conhecimento amoroso: "amar-amaro";
7. a própria poesia: "poesia contemplada";
8. exercícios lúdicos: "uma, duas argolinhas";
9. uma visão, ou tentativa de, da existência: "tentativa de exploração e de interpretação do estar-no-mundo".

Leia alguns poemas de Drummond

Biografia de Carlos Drummond

Fontes: www.folha.com.br

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Como Ler?

Não existe fórmula para a prática da leitura. O melhor caminho sempre foi "ler bem para ler melhor", mas vez ou outra encontro alguns "esclarecimentos" que auxiliam muita gente com dificuldade de fazer leitura aplicada (aquela em que o leitor interage com o texto); uma leitura profunda que abre as portas da compreensão de mundo. Apraveitem estas informações que encontrei no blog do Thiago Ferreira. Elas podem auxiliar.
Boa leitura!

1º - Ler com objetivo determinado, isto é ter uma finalidade. Saber por que se está lendo;

2° - Ler unidades de pensamento e não palavras por palavras. Relacionar idéias;

3º - Ajustar a velocidade (ritmo) da leitura ao assunto, tema e/ou texto que está lendo;

4º - Avaliar o que se está lendo, perguntando pelo sentido, identificando a idéia central e seus fundamentos;

5º - Aprimorar o vocabulário esclarecendo termos e palavras “novas”. O dicionário é um recurso significativo. No entanto, palavras-chave, analisadas no contexto do próprio assunto em que são usadas, facilita a compreensão;

6º - Adotar habilidades para conhecer o livro, isto é, indagar pelo que trata determinada obra;

7º - Saber quando é conveniente ou não interromper uma leitura, bem como quando retomá-la;

8º - Discutir com colegas o que lê, centrando-se no valor objetivo do texto, visto que “o diálogo é a condição necessária para a indagação, para a intercomunicação, para a troca de saberes [...]” (ECCO, 2004, p. 80).

9º - Adquirir livros que são fundamentais (clássicos), zelando por uma biblioteca particular, assim como, freqüentar espaços e ambientes que contenham acervo literário, por exemplo, bibliotecas;

10º - Ler assuntos vários. Não estar condicionado a ler sempre a mesma espécie de assunto;

11º - Ler muito e sempre que possível;

12º - Considerar a leitura como uma atividade de vida, não desenvolvendo resistências ao hábito de ler.


Blog do Thiago Ferreira
http://www.idbrasil.org.br

terça-feira, 27 de novembro de 2007

"O que você quer da vida?"

Se você não sabe a profissão a escolher, talvez esteja faltando conhecer seus valores. Não adianta testes vocacionais bem feitos e sonhos com uma profissão "abstrata" sem descobrir o que é mais importante para a nossa realização.

Um amigo meu perguntou-me sobre a profissão de Professor, pois está pensando em se formar em Matemática para poder ministrar aulas. Disse-lhe a verdade: é uma profissão baseada na realização pessoal e não no sucesso financeiro. Não deu resposta positiva a continuidade do sonho de ser professor. Percebi que ele não levou em conta quais eram os seus valores.

Fiz esse teste há algum tempo atrás e me senti aliviado: tinha escolhido a profissão certa. Então passo adiante para que tenham mais segurança na hora de prosseguir com seus estudos.
Abraços!

Teste: o que você quer da vida?

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

DISSERTAÇÃO: TIPOS DE INTRODUÇÃO

O primeiro parágrafo da redação dissertativa é a porta de entendimento para aquele que está lendo. É o parágrafo mais importante do texto. Nele, está contido o "tema" que será desenvolvido nos outros parágrafos. Encontrei alguns "modelos" de introdução que podem ser estudados e desenvolvidos por vocês.

Para exemplificação, suponhamos o tema:
A questão do menor no Brasil

Uma possível introdução seria:

Para se analisar a questão da violência contra o menor no Brasil é essencial que se discutam suas causas e suas conseqüências.

O principal defeito em uma redação que utiliza este tipo de introdução é seguir outro roteiro que não seja o nela citado.



Hipótese (hipo) tese

Este tipo de introdução traz o ponto de vista a ser defendido, ou seja, a tese que se pretende provar durante o desenvolvimento. Evidentemente a tese será retomada – e não copiada - na conclusão.

Vejamos um exemplo para o mesmo tema:

A questão da violência contra o menor tem origem na miséria - a principal responsável pela desagregação familiar.

O principal risco desse tipo de introdução é não ser capaz de realmente comprovar a tese apresentada.

Perguntas

Esta introdução constitui-se de uma série de perguntas sobre o tema.
Exemplo:
É possível imaginar o Brasil como um pais desenvolvido e com justiça social enquanto existir tanta violência contra o menor?

O principal problema neste tipo de introdução é não responder, ou responder de forma ineficaz, as perguntas feitas. Além disso, por ser uma forma bastante simples de começar um texto, às vezes não consegue atrair suficientemente a atenção do leitor.



Histórica


Esta introdução traça um rápido panorama histórico da questão, servindo muitas vezes de contraponto ao presente.

Às crianças nunca foi dada a importância devida. Em Canudos e em Palmares não foram poupadas. Na Candelária ou na praça da Sé continuam não sendo.

Deve-se tomar o cuidado de se escolher fatos históricos conhecidos e significativos para o desenvolvimento que se pretende dar ao texto.



Compararão - por semelhança ou oposição


Procura-se neste tipo de introdução mostrar como o tema, ou aspectos dele, se assemelham - ou se opõem - a outros.

É comum encontrar crianças de dez anos de idade vendendo balas nas esquinas brasileiras. Na França, nos EUA ou na Inglaterra - países desenvolvidos - nessa idade as crianças estão na escola e não submetidas a violência das ruas.

É bastante importante que a comparação seja adequada e sirva a algum propósito bem claro - no caso, mostrar o subdesenvolvimento brasileiro na questão do menor.



Definição

Parte da definição do significado do tema, ou de uma parte dele.

Menor: o mais pequeno, de segundo plano, inferior, aquele que não atingiu a maioridade. O uso da palavra “menor” para se referir às crianças no Brasil já demonstra como são tratadas: em segundo plano.

Vale perceber que há, muitas vezes, mais de uma maneira de se definir algo e, portanto a escolha da definição mais adequada dependera do ponto de vista a ser defendido.


Contestação

Contesta uma idéia ou uma citação conhecida.

O Brasil é o país do futuro. A criança é o futuro do país. Ora, se a criança no Brasil passa fome, é submetida às mais diversas formas de violência física, não tem escola, nem saúde, como pode ser esse o pais do futuro? Ou será que a criança não é o futuro do país?

Repare como esse tipo de introdução pode ser bastante atraente, uma vez que desfazer clichês atrai mais a atenção do que usá-los.



Narração

Trata-se de contar um pequeno fato de relevância como ponto de partida para a análise do tema.

Sentar numa frigideira com óleo quente foi o castigo imposto ao pequeno D., de um ano e meio, pelo pai, alcoólatra. Temendo ser preso, ele levou a criança a um hospital uma semana depois. A mulher, também vitima de espancamentos, o denunciou à polícia. O agressor fugiu.

Cuidado, ao fazer este tipo de introdução, para não cometer o erro de contar um fato sem relevância, ou transformar toda sua dissertação em uma narrativa.



Estatística

Consiste em se apresentar dados estatísticos relativos à questão a ser tratada.

Quarenta mil crianças morreram hoje no mundo, vítimas de doenças comuns combinadas com a desnutrição. Para cada criança que morreu hoje, muitas outras vivem com a saúde debilitada. Entre os sobreviventes, metade nunca colocará os pés em uma sala de aula. Isso não é uma catástrofe futura. Isso aconteceu ontem, está acontecendo hoje. E irá acontecer amanhã, exceto se o mundo decidir proteger suas crianças.

Veja que o dado estatístico, muitas vezes, não diz nada por si só. E necessário que ele apareça acompanhado de uma análise criteriosa.



Mista

Procura fundir várias formas de introdução. Veja como o exemplo dado em contestação traz também a introdução com perguntas. Vejamos um outro possível exemplo.

Crianças mortas em frente a Igreja da Candelária. Denúncias de meninas se prostituindo nas cidades e nos campos. Garotos vendendo balas nas esquinas. Não é possível imaginar o Brasil um país desenvolvido e com justiça social enquanto perdurar tão triste quadro.

http://www.colegiobernoulli.com.br/

COMO RESUMIR UM TEXTO

Resumir um texto é reproduzir com poucas palavras aquilo que o autor disse. É necessário compreender as idéias-chaves e separá-las das secundárias, a princípio. Resumir é um ótimo exercício para a interpretação textual, mas para aqueles que buscam um texto acadêmico, então vai aí algumas recomendações:

1. Ler todo o texto para descobrir do que se trata.

2. Reler uma ou mais vezes, sublinhando frases ou palavras importantes. Isto ajuda a identificar.

3. Distinguir os exemplos ou detalhes das idéias principais.

4. Observar as palavras que fazem a ligação entre as diferentes idéias do texto, também chamadas de conectivos: "por causa de", "assim sendo", "além do mais", "pois", "em decorrência de", "por outro lado", "da mesma forma".

5. Fazer o resumo de cada parágrafo, porque cada um encerra uma idéia diferente.

6. Ler os parágrafos resumidos e observar se há uma estrutura coerente, isto é, se todas as partes estão bem encadeadas e se formam um todo.

7. Num resumo, não se devem comentar as idéias do autor. Deve-se registrar apenas o que ele escreveu, sem usar expressões como "segundo o autor", "o autor afirmou que".

8. O tamanho do resumo pode variar conforme o tipo de assunto abordado. É recomendável que nunca ultrapasse vinte por cento da extensão do texto original.

9. Nos resumos de livros, não devem aparecer diálogos, descrições detalhadas, cenas ou personagens secundárias. Somente as personagens, os ambientes e as ações mais importantes devem ser registrados.

(BISOGNIN, Tadeu Rossato Descoberta & Construção, 8ª série, São Paulo, FTD, 1994.)

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Escolas literárias - por Sérgio Gonzaga.

Na literatura, devemos prestar atenção nos estilos de época e seus acontecimentos na história; o processo histórico é definitivo para entender algumas das características de cada escola. Segue um tabela com cada escola, época e características principais. Bom estudo!




Fonte: http://educaterra.terra.com.br

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

10 motivos para ler livros atuais ( por André Gazola)

Interessantememte, encontrei essa outra lista que vai na direção oposta ao de Alessandro Martins, mas que não deixa de ter seu valor. André Gazola é autor do site Lendo.org e fez a lista não por provocação, mas por desafio ao próprio ofício de ler. Convenhamos que ambas direções de leitura têm seu valor. Os autores, mais que um gênero de leitura, defendem e propagam o próprio ato de Ler. Boa leitura...



1. Os livros retratam a sociedade em que são escritos. Se você lê um livro escrito hoje, você se sente engajado nos motivos que levaram o autor a escrevê-lo. Você adquire um maior conhecimento do mundo onde vive;

2. Ajudam a melhorar sua qualidade de vida. Eu não falo de auto-ajuda, no sentido pejorativo da palavra. Livros como os e Allan e Barbara Pease (Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? etc.), podem tornar um relacionamento a dois muito mais prazeiroso. Antigamente, não havia esse tipo de preocupação na literatura (não vou entrar na inevitável pergunta: O que é literatura?);

3. Maior conhecimento do que vai ler, ainda antes de começar. Nunca houve tão boa classificação das obras. Se você quer um romance policial, algo sobre espiritismo, budismo, mitologia, história, psicologia, enfim. As próprias capas ajudam na identificação;

4. Preocupação com a forma. Alguns podem achar um ponto falho (com o argumento de que o texto acaba se tornando artificial), mas os livros atuais são revisados e revisados e revisados. Assim, a obra chega ao leitor com a melhor qualidade possível;

5. Valorização como um todo: o livro é uma produção universal. Antigamente, bastava escrever um texto no papel e sair distribuindo. Hoje, os trabalhos de publicação, revisão, editoração, criação da arte e os planos de divulgação fazem parte, diretamente, da produção literária;

6. Você está atualizado. Ora, quem não precisa estar atualizado hoje em dia? É extremamente prazeiroso conversar sobre literatura com alguém, citando Pamuk, Brown, Yalom e outros;

7. Você entende melhor o processo de evolução da literatura, da sociedade, da humanidade. Este item é para quem também lê os clássicos, e eu digo: leia os clássicos. Com a comparação entre as obras, entre os tempos em que foram escritas, fica mais fácil de entender muitos aspectos que levaram ao mundo em que vivemos hoje;

8. Para acadêmicos: busque a intertextualidade. Novamente, comparando os livros clássicos com os atuais, você acaba encontrando aspectos semelhantes, situações em que as obras se relacionam. Em trabalhos acadêmicos, os olhos dos professores brilham ao ver esse tipo de comparação;

9. Os best-sellers são clássicos. Ou será que os clássicos são best-sellers? Entenda que, aquilo que você está lendo hoje, vai continuar por gerações e gerações e poderá um dia se tornar “clássico”, no sentido em que conhecemos. Se você gosta de Shakespeare, Alighieri ou Sófocles que tal ser um dos primeiros a ler um clássico das gerações futuras? Quem não gostaria de ter lido Macbeth, ainda no séc. XVI?;

10. Você aprende a pensar. Esta é quase uma crítica que eu tenho aos clássicos: eles lhe contam uma história, narram alguns conflitos e vão para o desfecho. Alguns livros atuais, como os de Orhan Pamuk, praticamente pedem a sua opinião o tempo todo. Você é convidado a participar da trama, discutir os acontecimentos, dar sua versão dos fatos, PENSAR SOBRE O QUE ACONTECE.

10 motivos para ler livros clássicos

Essa lista eu encontrei no Blog do Alessandro Martins. O texto foi traduzido do site Pick The Brain e apresenta motivos mais que úteis sobre o porquê da leitura dos livros chamados Clássicos ou Canônicos. Façam bom proveito da leitura...

1. Aumente seu vocabulário: muitas palavras usadas em livros antigos não são comuns hoje em dia. Um vocabulário maior dá a você mais ferramentas para se expressar melhor, ainda que prefira usar as palavras cotidianas.

2. Melhore sua redação: ao ler, ainda que inconscientemente - isto é, sem que você precise se preocupar com isso -, você absorve um pouco do estilo do autor.

3. Melhore seu modo de falar: você agora terá um vocabulário melhor, uma redação melhor e, portanto, articula melhor os pensamentos. Se articula melhor o pensamento, articula melhor a fala.

4. Tenha novas idéias: os clássicos, por definição, vem do passado, mas - ora - todo mundo está lendo os mesmos blogs, os mesmos best-sellers e as mesmas porcarias escritas no mês passado. As idéias contidas em um clássico são antigas, mas muitas vezes estão esquecidas. Um leitor criativo e crítico, saberá dar o verniz de originalidade e contemporaneidade a elas.

5. Tenha perscpectiva histórica: o que é bom hoje, pode ser esquecido amanhã. Mas há uma razão para os clássicos terem permanecido tanto tempo por aí. Não dependa tanto da crista da onda.

6. Divirta-se: não deixe que a linguagem antiga seja uma barreira. O melhor motivo para ler um livro é diversão. Há quem discorde, mas - para mim - as outras razões vêm depois.

7. Sofisticação: nada mais fútil do que ler pensando apenas em enriquecer sua conversação com alguma citação esnobe, mas, enfim, se é o seu caso, nada como tirar da manga aquela frase famosa de Dom Quixote para arrematar um argumento.

8. Ser mais seletivo: com o tempo você vai deixar de querer qualquer livro ruim. Por que perder tempo com porcarias, ou apostá-lo no incerto, se você já sabe o que é bom para você?

9. Desenvolva uma voz distinta: se você lê blogs demais e clássicos de menos, tem desperdiçado a chance de ter um estilo que se destaque em relação ao de outras pessoas que trabalham com a palavra escrita.

10. Aprenda idéias atemporais: existe uma crença errônea de que o novo é sempre melhor que o antigo e de que as idéias passadas não são aplicáveis ao presente. Muitas vezes, a novidade não passa da deturpação da antigüidade. Ao ler os clássicos, você entra em contato com conhecimentos que estão de acordo com aqueles que os criaram, sem que nada tenha sido suprimido, acrescentado ou alterado.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Período Composto

Período composto é aquele formado por duas ou mais orações. Há dois tipos de períodos compostos:



1) Período composto por coordenação: quando as orações não mantêm relação sintática entre si, ou seja, quando o período é formado por orações sintaticamente independentes entre si.
Ex. Estive à sua procura, mas não o encontrei.

2) Período composto por subordinação: quando uma oração, chamada subordinada, mantém relação sintática com outra, chamada principal.
Ex. Sabemos que eles estudam muito. (oração que funciona como objeto direto)



Período Composto por Subordinação

A uma oração principal podem relacionar-se sintaticamente três tipos de orações subordinadas: substantivas, adjetivas e adverbiais.


I. Orações Subordinadas Substantivas:

São seis as orações subordinadas substantivas, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa integrante (que, se)

A) Subjetiva: funciona como sujeito da oração principal.

Existem três estruturas de oração principal que se usam com subordinada substantiva subjetiva:

verbo de ligação + predicativo + oração subordinada substantiva subjetiva.

Ex. É necessário que façamos nossos deveres.

verbo unipessoal + oração subordinada substantiva subjetiva.

Verbo unipessoal só é usado na 3ª pessoa do singular; os mais comuns são convir, constar, parecer, importar, interessar, suceder, acontecer.

Ex. Convém que façamos nossos deveres.

verbo na voz passiva + oração subordinada substantiva subjetiva.

Ex. Foi afirmado que você subornou o guarda.



B) Objetiva Direta: funciona como objeto direto da oração principal.

(sujeito) + VTD + oração subordinada substantiva objetiva direta.

Ex. Todos desejamos que seu futuro seja brilhante.


C) Objetiva Indireta: funciona como objeto indireto da oração principal.

(sujeito) + VTI + prep. + oração subordinada substantiva objetiva indireta.

Ex. Lembro-me de que tu me amavas.


D) Completiva Nominal: funciona como complemento nominal de um termo da oração principal.

(sujeito) + verbo + termo intransitivo + prep. + oração subordinada substantiva completiva nominal.

Ex. Tenho necessidade de que me elogiem.


E) Apositiva: funciona como aposto da oração principal; em geral, a oração subordinada substantiva apositiva vem após dois pontos, ou mais raramente, entre vírgulas.

oração principal + : + oração subordinada substantiva apositiva.

Ex. Todos querem o mesmo destino: que atinjamos a felicidade.


F) Predicativa: funciona como predicativo do sujeito do verbo de ligação da oração principal.

(sujeito) + VL + oração subordinada substantiva predicativa.

Ex. A verdade é que nunca nos satisfazemos com nossas posses.


Nota: As subordinadas substantivas podem vir introduzidas por outras palavras:

Pronomes interrogativos (quem, que, qual...)

Advérbios interrogativos (onde, como, quando...)

Perguntou-se quando ele chegaria.

Não sei onde coloquei minha carteira.


II. Orações Subordinadas Adjetivas

As orações subordinadas adjetivas são sempre iniciadas por um pronome relativo. São duas as orações subordinadas adjetivas:

A) Restritiva: é aquela que limita, restringe o sentido do substantivo ou pronome a que se refere. A restritiva funciona como adjunto adnominal de um termo da oração principal e não pode ser isolada por vírgulas.

Ex. A garota com quem simpatizei está à sua procura.

Os alunos cujas redações foram escolhidas receberão um prêmio.


B) Explicativa: serve para esclarecer melhor o sentido de um substantivo, explicando mais detalhadamente uma característica geral e própria desse nome. A explicativa funciona como aposto explicativo e é sempre isolada por vírgulas.

Ex. Londrina, que é a terceira cidade do região Sul do país, está muito bem cuidada.



III. Orações Subordinadas Adverbiais

São nove as orações subordinadas adverbiais, que são iniciadas por uma conjunção subordinativa

A) Causal: funciona como adjunto adverbial de causa.

Conjunções: porque, porquanto, visto que, já que, uma vez que, como, que.

Ex. Saímos rapidamente, visto que estava armando um tremendo temporal.


B) Comparativa: funciona como adjunto adverbial de comparação. Geralmente, o verbo fica subentendido

Conjunções: (mais) ... que, (menos)... que, (tão)... quanto, como.

Ex. Diocresildo era mais esforçado que o irmão(era).

C) Concessiva: funciona como adjunto adverbial de concessão.

Conjunções: embora, conquanto, inobstante, não obstante, apesar de que, se bem que, mesmo que, posto que, ainda que, em que pese.

Ex. Todos se retiraram, apesar de não terem terminado a prova.


D) Condicional: funciona como adjunto adverbial de condição.

Conjunções: se, a menos que, desde que, caso, contanto que.

Ex. Você terá um futuro brilhante, desde que se esforce.

E) Conformativa: funciona como adjunto adverbial de conformidade.

Conjunções: como, conforme, segundo.

Ex. Construímos nossa casa, conforme as especificações dadas pela Prefeitura.

F) Consecutiva: funciona como adjunto adverbial de conseqüência.

Conjunções: (tão)... que, (tanto)... que, (tamanho)... que.

Ex. Ele fala tão alto, que não precisa do microfone.

G) Temporal: funciona como adjunto adverbial de tempo.

Conjunções: quando, enquanto, sempre que, assim que, desde que, logo que, mal.

Ex. Fico triste, sempre que vou à casa de Juvenildo.

H) Final: funciona como adjunto adverbial de finalidade.

Conjunções: a fim de que, para que, porque.

Ex. Ele não precisa do microfone, para que todos o ouçam.

I) Proporcional: funciona como adjunto adverbial de proporção.

Conjunções: à proporção que, à medida que, tanto mais.

À medida que o tempo passa, mais experientes ficamos.

IV. Orações Reduzidas

quando uma oração subordinada se apresenta sem conjunção ou pronome relativo e com o verbo no infinitivo, no particípio ou no gerúndio, dizemos que ela é uma oração reduzida, acrescentando-lhe o nome de infinitivo, de particípio ou de gerúndio.

Ex. Ele não precisa de microfone, para o ouvirem.


Período Composto por Coordenação

Um período composto por coordenação é formado por orações coordenadas, que são orações independentes sintaticamente, ou seja, não há qualquer relação sintática entre as orações do período.

Há dois tipos de orações coordenadas:


1. Orações Coordenadas Assindéticas

São as orações não iniciadas por conjunção coordenativa.

Ex. Chegamos a casa, tiramos a roupa, banhamo-nos, fomos deitar.

2. Orações Coordenadas Sindéticas


São cinco as orações coordenadas, que são iniciadas por uma conjunção coordenativa.


A) Aditiva:
Exprime uma relação de soma, de adição.

Conjunções: e, nem, mas também, mas ainda.

Ex. Não só reclamava da escola, mas também atenazava os colegas.

B) Adversativa: exprime uma idéia contrária à da outra oração, uma oposição.

Conjunções: mas, porém, todavia, no entanto, entretanto, contudo.

Ex. Sempre foi muito estudioso, no entanto não se adaptava à nova escola.


C) Alternativa: Exprime idéia de opção, de escolha, de alternância.

Conjunções: ou, ou...ou, ora... ora, quer... quer.

Estude, ou não sairá nesse sábado.

D) Conclusiva: Exprime uma conclusão da idéia contida na outra oração.

Conjunções: logo, portanto, por isso, por conseguinte, pois - após o verbo ou entre vírgulas.

Ex. Estudou como nunca fizera antes, por isso conseguiu a aprovação.


E) Explicativa: Exprime uma explicação.

Conjunções: porque, que, pois - antes do verbo.

Ex. Conseguiu a aprovação, pois estudou como nunca fizera antes.


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sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Regência Verbal

A regência estuda a relação existente entre os termos de uma oração ou entre as orações de um período.

A regência verbal estuda a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos. Na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele.

Verbos Transitivos Diretos
Verbos Transitivos Indiretos
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Verbos Intransitivos

VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS

São verbos que indicam que o sujeito pratica a ação, sofrida por outro elemento, denominado objeto direto.
Por essa razão, uma das maneiras mais fáceis de se analisar se um verbo é transitivo direto é passar a oração para a voz passiva, pois somente verbo transitivo direto admite tal transformação, além de obedecer, pagar e perdoar, que, mesmo não sendo VTD, admitem a passiva.

O objeto direto pode ser representado por um substantivo ou palavra substantivada, uma oração (oração subordinada substantiva objetiva direta) ou por um pronome oblíquo.
Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto direto são os seguintes: me, te, se, o, a, nos, vos, os, as.
Os pronomes oblíquos tônicos que funcionam como objeto direto são os seguintes: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas. Como são pronomes oblíquos tônicos, só são usados com preposição, por isso se classificam como objeto direto preposicionado.

EU PROCURO UM GRANDE AMOR
(VTD) (OD)

Vamos à lista, então, dos mais importantes verbos transitivos diretos: Há verbos que surgirão em mais de uma lista, pois têm mais de um significado e mais de uma regência.

Aspirar será VTD, quando significar sorver, absorver.
Como é bom aspirar a brisa da tarde.

Visar será VTD, quando significar mirar ou dar visto.
O atirador visou o alvo, mas errou o tiro.

Agradar será VTD, quando significar acariciar ou contentar.
A garotinha ficou agradando o cachorrinho por horas.

Querer será VTD, quando significar desejar, ter a intenção ou vontade de, tencionar..
Sempre quis seu bem.
Quero que me digam quem é o culpado.

Chamar será VTD, quando significar convocar.
Chamei todos os sócios, para participarem da reunião.

Implicar será VTD, quando significar fazer supor, dar a entender; produzir como conseqüência, acarretar.
Os precedentes daquele juiz implicam grande honestidade.
Suas palavras implicam denúncia contra o deputado.

Desfrutar e Usufruir são VTD sempre.
Desfrutei os bens deixados por meu pai.
Pagam o preço do progresso aqueles que menos o desfrutam.

Namorar é sempre VTD. Só se usa a preposição com, para iniciar Adjunto Adverbial de Companhia. Esse verbo possui os significados de inspirar amor a, galantear, cortejar, apaixonar, seduzir, atrair, olhar com insistência e cobiça, cobiçar.
Joanilda namorava o filho do delegado.
O mendigo namorava a torta que estava sobre a mesa.
Eu estava namorando este cargo há anos.

Compartilhar é sempre VTD.
Berenice compartilhou o meu sofrimento.

Esquecer e Lembrar serão VTD, quando não forem pronominais, ou seja, caso não sejam usados com pronome, não serão usados também com preposição.
Esqueci que havíamos combinado sair.
Ela não lembrou o meu nome.

VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS

São verbos que se ligam ao complemento por meio de uma preposição. O complemento é denominado OBJETO INDIRETO.
O objeto indireto pode ser representado por um substantivo, ou palavra substantivada, uma oração (oração subordinada substantiva objetiva indireta) ou por um pronome oblíquo.
Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto indireto são os seguintes: me, te, se, lhe, nos, vos, lhes.
Os pronomes oblíquos tônicos que funcionam como objeto indireto são os seguintes: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas.

EU GOSTO DE BEIJAR
(VTI) (OI)

Vamos à lista, então, dos mais importantes verbos transitivos indiretos: Há verbos que surgirão em mais de uma lista, pois têm mais de um significado e mais de uma regência.

VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS, COM A PREPOSIÇÃO. A:

Aspirar será VTI, com a prep. a, quando significar almejar, objetivar..
Aspiramos a uma vaga naquela universidade.

Visar será VTI, com a prep. a, quando significar almejar, objetivar.
Sempre visei a uma vida melhor.

Agradar será VTI, com a prep. a, quando significar ser agradável; satisfazer
. Para agradar ao pai, estudou com afinco o ano todo.

Querer será VTI, com a prep. a, quando significar estimar.
Quero aos meus amigos, como aos meus irmãos.

Assistir será VTI, com a prep. a, quando significar ver ou ter direito.
Gosto de assistir aos jogos do Santos.
Assiste ao trabalhador o descanso semanal remunerado.

Custar será VTI, com a prep. a, quando significar ser difícil. Nesse caso o verbo custar terá como sujeito aquilo que é difícil, nunca a pessoa, que será objeto indireto.

VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS E INDIRETOS

São os verbos que possuem os dois complementos - OBJETO DIRETO E OBJETO INDIRETO.
CHAMEI A ATENÇÃO DO MENINO, POIS ESTAVA CONVERSANDO DURANTE A AULA.
VTDI Objeto Direto Objeto indireto

Obs.: A expressão Chamar a atenção de alguém não significa repreender, e sim fazer se notado. Por exemplo: O cartaz chamava a atenção de todos que por ali passavam.

VERBOS INTRANSITIVOS

São os verbos que não necessitam de complementação. Sozinhos, indicam a ação ou o fato.

AS MARGARIDAS MORRERAM.
(VI)

http://www.brasilescola.com/gramatica/

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Tipologia Textual

Por Eraldo Cunegundes
eraldocunegundes@terra.com.br

TIPOLOGIA TEXTUAL


1. texto Literário: expressa a opinião pessoal do autor que também é transmitida através de figuras, impregnado de subjetivismo. Ex: um romance, um conto, uma poesia...

2. texto não-literário: preocupa-se em transmitir uma mensagem da forma mais clara e objetiva possível. Ex: uma notícia de jornal, uma bula de medicamento.





TEXTO LITERÁRIO (Conotação Figurado, subjetivo Pessoal)


TEXTO NÃO-LITERÁRIO (Denotação Claro, objetivo Informativo)

TIPOS DE COMPOSIÇÃO

1. Descrição: descrever é representar verbalmente um objeto, uma pessoal, um lugar, mediante a indicação de aspectos característicos, de pormenores individualizantes. Requer observação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito um modelo inconfundível. Não se trata de enumerar uma série de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-se o uso de palavras específicas, exatas.

2. Narração: é um relato organizado de acontecimentos reais ou imaginários. São seus elementos constitutivos: personagens, circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente, o episódio, e o que a distingue da descrição é a presença de personagens atuantes, que estão quase sempre em conflito.

A Narração envolve:
I. Quem? Personagem;
II. Quê? Fatos, enredo;
III. Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos;
IV. Onde? O lugar da ocorrência;
V. Como? O modo como se desenvolveram os acontecimentos;
VI. Por quê? A causa dos acontecimentos;

3. Dissertação: dissertar é apresentar idéias, analisá-las, é estabelecer um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor, narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante será o desempenho.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

RELAÇÕES HUMANAS

1- DIFERENÇAS INDIVIDUAIS:

Diferenças Individuais + características inatas + experiências vividas.

Os Indivíduos se diferenciam nos aspectos: físico, aparência, inteligência, aptidões, personalidade, temperamento e caráter.

Sendo assim deve-se evitar comparações. Antes de iniciar uma avaliação de desempenho o chefe deve conhecer bem cada servidor que irá avaliar, bem como, as atribuições exigidas pela função que exerce.

Capacidade ou desempenho é o resultado das aptidões inatas do sujeito, somadas aos treinamentos recebidos.

É importante identificar se as falhas apresentadas no trabalho foram originadas pela falta de capacidade do servidor, má vontade no trabalho, falta de treinamento adequado, má conservação do equipamento, incompetência da gerência e outros.

2-POSTURA PROFISSIONAL:


O avaliador deve procurar ser objetivo, imparcial e transparente na avaliação fornecendo todas as orientações e informações aos servidores envolvidos no processo, sobre os procedimentos da avaliação e: Evitar deixar se impressionar pelos acontecimentos mais recentes, mas sim, levar em conta todas os acontecimentos positivos e/ou negativos do período avaliado.

Procurar ser justo e coerente.

Evitar deixar-se influenciar por fatores externos como: simpatia, antipatias, sugestões, partidos políticos, etc. Julgar cada fator separadamente e não levar em conta a impressão geral que tem do servidor.

Considerar que cada avaliação do servidor é diferente, para cair no vício da generalização.

Evitar fazer avaliação de desempenho em momentos negativos ou de conflitos do avaliador ou do avaliado.

Aproveitar um clima geral de satisfação para abordar o assunto e /ou fazer com que se apresente como fato bom em vez de prejudicial.


EVITAR INCORRER NOS SEGUINTES VÍCIOS DE AVALIAÇÃO:


ROTINA Refere-se à falta de sensibilidade e observação do avaliador em relação às mudanças de comportamento e no desempenho do servidor, em seu trabalho.

TENDÊNCIA CENTRAL Acontece quando o avaliador fica receoso de prejudicar o avaliado atribuindo-lhe notas muito baixas ou de se comprometer perante seus superiores ao apontá-lo como ótimo servidor.

Desta forma, suas avaliações sempre vão apresentar notas médias e todos serão bons ou regulares.

SUBJETIVISMO Ocorre quando o avaliador projeta, inconscientemente, suas simpatias ou antipatias pessoais ao julgar o avaliado e, o resultado da avaliação não corresponde à realidade objetiva gerando injustiça.

FALTA DE TÉCNICA Refere-se à avaliação tendenciosa, ou seja, atribuir a mesma nota a todos os fatores e não conhecer as especificações exigidas pelo cargo do servidor.

A gerência participativa é flexível, adaptativa, responsável, atua com seriedade, treinando, reciclando, avaliando e acompanhando de forma responsável e abrangente todas as pessoas que integram a equipe.

Além disso, adota uma postura apoiada no diálogo, na liberdade da expressão, na critica construtiva, no estímulo à manifestação de idéias inovadoras, na negociação e na transferência das ações a serem implantadas.

http://www.unemat.br/

terça-feira, 14 de agosto de 2007

8 dicas para ler um livro com eficiência - Alessando Martins

Foi em conversa com minha estimada Camila Cruvinel que me propus a postar sobre Leitura. Camila falava sobre Machado de Assis: como analisá-lo junto a sua obra para um vestibular?

Ela já tivera sua aula de Realismo conforme grade curricular do Ensino Médio, viu o que tinha de ver. Mas vamos dar ma força nessas anotações:

8 dicas para ler um livro com eficiência

1. Pesquise a vida do autor: antes de começar a ler um livro, principalmente um clássico, dê ao menos uma olhada em um artigo de enciclopédia sobre a vida do autor. Não precisa ser uma pesquisa longa. Saber a época em que ele nasceu, com quem o sujeito andava, quem eram os seus conterrâneos e contemporâneos já vai ajudar bastante.

2. Pesquise a época em que o livro foi escrito: mesma coisa. Situe-se no tempo. Se você começar a ler um livro sem ter a noção do que se passava historicamente quando ele foi escrito será como se você começasse um vôo no escuro e sem decolagem. A situação histórica motivou o autor a escrever sua obra de um jeito e não de outro.

3. Saiba onde o autor vive e como: se for um autor contemporâneo, pesquise rapidamente sobre o lugar onde ele vive. Vá ao mapa, coloque o dedo sobre a cidade em que ele nasceu. Acredite. Vai ajudar. Você sabe onde fica Lanzarote, nas Ilhas Canárias? Pois é. É onde José Saramago vive hoje.

4. Leia uma sinopse: essa é controversa. Há quem não recomende. Deixo para que você opte. Mas em alguns casos, esse instrumento pode ajudar a preparar você para o que vai encontrar durante a leitura. Se você for uma pessoa crítica, saberá quando o autor da sinopse tiver se equivocado completamente. Mesmo nesse caso, a sinopse ajudará em seu entendimento.

5. O livro anterior e o livro posterior: o autor teve outras obras? Qual veio antes e qual veio depois. Situar o livro na bibliografia do escritor é outra forma de entender aquilo que se vai ler.

6. Com que outras obras o livro se relaciona: em uma época, mesmo que então não se perceba, os livros dialogam entre si e também com livros de épocas anteriores e posteriores. Descubra mais sobre isso e entender e lembrar o que você leu será muito mais fácil.

7. Enquanto lê, escreva sobre o livro: tudo aquilo para que se dá um uso, ainda que subjetivo e íntimo, tem mais valor. Temos uma tendência a assimilar apenas as coisas a que damos valor. Escrevendo sobre o livro, ainda que apenas um parágrafo, você notará uma sensível diferença. O que ele significou para você? O que se passava em sua vida enquanto você o lia? Esse livro, agora, faz parte de sua própria biografia. Ele é importante. Desde que comecei este blog, lembro com mais facilidade dos livros que li.

8. Anote no livro: essa eu considero a mais importante. Se você não gosta da idéia de escrever nas páginas de um livro, sugiro que compre dois. Um para guardar e outro para anotar.

http://www.alessandromartins.com/


Outros links:

http://www.geocities.com/ink_br/machado.htm
- Machado de Assis;


http://pt.wikipedia.org/wiki/Realismo - O Movimento Realista;


http://educaterra.terra.com.br/literatura/temadomes/2003/01/29/001.htm - O conto de Machado de Assis.

Bom estudo!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Dicas para você vestibulando

Boa Aprendizagem

01 - Procure não estudar vários assuntos de uma só vez: isso é extremamente prejudicial, atuando negativamente na sua linha de raciocínio.

02 - Escolha um local adequado para seus estudos. Quer em casa ou no seu ambiente preferido, esse local deve ser bem iluminado e isento de ruídos que possam atrapalhar a sua aprendizagem.

03 - Não estude por horas a fio. Procure reservar três a quatro horas diárias (média recomendada) às suas atividades estudantis.

04 - Faça com que seus estudos tornem-se um hábito e uma obrigação diária. Não deixe que nada interfira nesse hábito salutar e necessário a você que almeja concluir seus estudos com brilhantismo.

05 - Não seja apressado nos estudos. Cada assunto não deve ser apenas lido. Ele precisa ser entendido e assimilado. Assim, cada assunto apresentado deve ser primeiramente lido na sua íntegra. Após isso, releia-o enfocando os pontos principais; destaque-os fazendo anotações numa folha em separado. Essa tese de estudo é recomendável, pois fará com que você memorize e aprenda com mais facilidade.

06 - Mantenha seus materiais de estudo (apostilas, anotações, resumos, livros, etc) bem ordenados, de forma que qualquer consulta possa ser feita com rapidez.

07 - Nunca estude naqueles momentos em que suas condições orgânicas forem desfavoráveis. Sono e cansaço, por exemplo, são fatores que contribuem para que o rendimento escolar seja negativo. Opte pelos períodos em que você, organicamente esteja idealmente predisposto aos estudos.

08 - Não esmoreça e estude com muito afinco. Lembre-se que sua aprendizagem depende única e exclusivamente de você, sua boa vontade e perseverança.

09 - Não guarde dúvidas. Sempre há alguém a consultar, seja um colega, um professor ou seu professor de reforço.

10 - Não falte as aulas por qualquer motivo. Tudo atrasa com uma falta, principalmente seu rendimento.


A cada dia tente fazer melhor do que você fez ontem.

Albérico Lincoln

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Demais, de menos, de mais

Olá, meus amigos! Mais uma matéria selecionada que pode ter proveito nos concursos.


Qual a grafia correta: demais ou de mais? Existe diferença de uso entre um e outro?
Perguntas como essas estão na lista de espera há muito, achamos por bem atacar o assunto sem mais perda de tempo.

Não há dúvida em relação a uma situação: escreve-se numa só palavra quando “demais” funciona como advérbio ou pronome indefinido. Neste último caso, é precedido de artigo no plural e tem o valor de os restantes, os outros: “Fale com os demais (companheiros) antes de tomar a decisão”.

Como advérbio de intensidade, significando excessivamente, demasiadamente, em demasia, o termo qualifica um adjetivo ou um verbo.

Exemplos com adjetivo:
Não vá embora, é cedo demais!
Não posso passear com Ivan pela Beira-Mar pois seu passo é rápido demais.
Aos mais afoitos entre os partidários de Lula, que considerariam sua postura conciliadora demais, o drama na Venezuela serve de alerta.

Com verbo:
Não estudes demais; tua mãe se preocupa demais com isso.
Que cara legal, ele é demais!
Que tem demais nisso?

Advérbio não modifica substantivo, função que cabe ao adjetivo, certo? Por isso se diz que, ao acompanhar um substantivo, “demais“ deve ser escrito “de mais”, o que configuraria uma locução adjetiva, tendo como sinônimos “demasiado, excessivo, de resto, de sobra, a mais” e como antônimo “de menos”:
Miséria galopante: gente de mais, trabalho de menos.
Dinheiro de mais estraga.
Como há candidatos de mais e empregos de menos, o processo de seleção é longo.
Vírgulas de mais atrapalham.

Já se eu disser “não use vírgulas demais”, posso entender que se trata de um advérbio que está se referindo ao verbo usar: “não use demasiadamente as vírgulas”, frase que também se diria deste modo: “não use demasiado as vírgulas” (ouvi muito em Portugal “gosto demasiado”).

Há frases assim, em que “demais“ aparece ao lado de um substantivo mas na realidade está se reportando ao verbo - explícito ou implícito - anterior ao substantivo. O advérbio não precisa estar necessariamente ao lado da palavra que ele modifica. É o caso de “como o Vasco estava gastando dinheiro demais, tinha de acabar nisso”.

Para a maioria das pessoas fica difícil, diante de tanta sutileza gramatical, saber quando se separam os dois termos na escrita, até porque em ambos a pronúncia e o significado são iguais. Melhor seria simplificar (como já se fez com “porventura” – mas não com “por acaso” – para dar só um exemplo) e escrever sempre junto. Eu mesma já coloquei na 1ª edição do livro Só Vírgulas – método fácil em vinte lições: “Vírgulas demais atravancam o texto, vírgulas de menos podem levar a uma leitura incorreta”. E estou em boa companhia:
. de Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo: “Custos demais, renda de menos”.
. suplemento ‘Vida Digital’ (Veja n° 52): “Informação demais atrapalha”.

O corretor ortográfico do Word nem se abala! Mas há leitores que se amofinam com isso.

Preciso observar ainda que nem sempre ‘de menos’ tem por oposto a grafia ‘de mais’, pois a locução ‘de menos’ modifica tanto o substantivo [gente de menos] quanto o verbo [saber de menos], ao passo que junto ao verbo só podemos escrever ‘demais’, como já visto. Assim, estão corretas estas frases:
Fuja de médicos que falam demais e ouvem de menos ou minimizam as queixas dos pacientes.
O governo tem agido de menos e divagado demais.
Uns ganham demais, outros de menos. [uns ganham demasiadamente]
Uns têm de mais, outros de menos. [uns têm (coisas) de mais, sobrando]

Vale relembrar, por fim, que a grafia das palavras segue uma convenção, a qual em alguns casos se altera no tempo e no espaço geográfico de uso. É a língua em constante movimento.



Autora: Maria Tereza de Queiroz Piacentini - Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros "Só Vírgula", "Só Palavras Compostas" e "Língua Brasil - Crase, pronomes & curiosidades"

domingo, 5 de agosto de 2007

Algumas correções intressantes.

O português do dia-a-dia

SE FOSSE DE GRÁTIS...

É certo falar ou escrever: receba de grátis esse brinde? Não. O certo é utilizar as expressões de graça, grátis, ou gratuitamente. Receba de graça. Receba grátis. Receba gratuitamente. Tudo isso é possível, mas de grátis... nem pagando!

- NÃO FIQUE PARA TRÁS

Há quem escreva assim: Esse número me trás sorte. Azar do verbo trazer! Na verdade, deve-se escrever: Esse número me traz sorte, com z e sem acento. Trás pertence à expressão adverbial por trás de.

- MOÇO, INTERA A MINHA PASSAGEM...?

Se for para pedir, é melhor pedir certo. Não existe o verbo interar. O que existe é inteirar, que significa tornar inteiro, completo.

- METADE JÁ É MUITO

Pode-se falar e escrever a metade dos homens veio e a metade dos homens vieram. Tanto faz, porque no primeiro caso o verbo concorda com a palavra metade, e no segundo com a idéia de que a metade do número de homens reunidos é mais de um.

- FALÊNCIA E INSOLVÊNCIA

Embora semelhantes, são coisas diferentes. Uma empresa falida é aquela que não pode mais pagar seus funcionários e contas. Quando uma pessoa não pode pagar suas dívidas torna-se insolvente. Portanto: falência , para pessoa jurídica. Insolvência, para pessoa física.

- UMA DICA DE PAI PARA FILHO

Não confundamos genitor com progenitor. O genitor é aquele que gera, o pai. E progenitor é o pai que gerou antes, ou seja, que gerou o genitor. Meu pai é meu genitor . E meu progenitor é o meu avô.

- MEDIDAS URGENTES

Na medida em que e à medida que são usadas em momentos diferentes. Na medida em que vocês concordam, nós também concordamos (a locução exprime relação de causa). À medida que vocês iam chegando, nós ficávamos mais confiantes (a locução exprime desenvolvimento gradual).

- MODISMOS

Música à moda de Caetano Veloso, Programas à moda de Sílvio Santos e Missa à moda de Padre Marcelo Rossi são perfeitamente substituídos por: Música à Caetano Veloso, Programas à Sílvio Santos e Missa à Padre Marcelo Rossi.

- POUSO FORÇADO

O certo é pouso forçado e nunca poso forçado. Uma coisa é pousar no sentido de descer, outra é posar no sentido de servir de modelo: ela posou, isto é, fez poses para o fotógrafo.

- SE ACASO VOCÊ CHEGASSE...

É certo escrever e falar se acaso você chegasse, que corresponde a se por acaso você chegasse. Já se caso é uma expressão inadmissível, uma vez que caso e se têm a mesma função. Ambos são conjunções condicionais. Portanto, ou digo e escrevo se você vier ou caso você venha.

- ESTOU A FIM DE ACERTAR O USO DO AFIM

Se você está a fim de acertar, é porque tem vontade de acertar. A fim de equivale também ao para: estudou a fim de obter uma boa classificação no Vestibular. Já afim, uma palavra só, é um adjetivo que se usa em expressões como: pessoas afins, objetivos afins, isto é, pessoas que se dão bem, objetivos congruentes..

- PONTO FINAL

Fruto da distração, muitas pessoas confundem as expressões afim e a fim. A primeira é um adjetivo que tem a ver com a idéia de afinidade: temos gostos afins, por exemplo. Já a outra expressão faz parte de uma locução com sentido de finalidade: saí a fim de visitar uns amigos. Esta expressão tornou-se também uma gíria, como nesta frase: não estou a fim, e ponto final!

- DESCANSO ARRISCADO

Há gente que corre o risco de sair chamuscada, ao confundir lazer com laser. Lazer é o descanso, a distração, o tempo livre bem aproveitado para usufruir da vida. Laser, que já se aportuguesou, são as iniciais de light amplification by stimulated emission of radiation.

- UM GRAVE PROBLEMA JURÍDICO

Uma circunstância que agrava um problema é uma agravante, no feminino. Existe agravante como substantivo masculino, mas aí se trata de alguém do sexo masculino que interpõe um agravo (um recurso para aumentar a pena de um veredicto).

- CHEQUE SEM FUNDOS?

Um cheque tem fundo ou tem fundos? Um cheque está sem fundo ou sem fundos? O correto é fundos no plural, pois é no plural que fundo tem o sentido de provisão de dinheiro disponível para saque bancário.

- EM QUANTO E ENQUANTO

Em quanto é uma expressão formada pela preposição em e o pronome quanto. Usa-se em frases como: em quanto tempo você lê essa dica? Já enquanto é uma conjunção, como neste caso: enquanto eu lia essa dica, o telefone tocava.

- EXTRAVASAR OU EXTRAVAZAR?

Extravasar se escreve com s, porque o que extravasa é aquilo que transborda do vaso. Só seria extravasar com z se houvesse um extravasamento do vazio...

- TODO NÃO É TUDO

Todo estudante gosta de estudar significa que qualquer estudante gosta de estudar (mas pode haver exceções), ao passo que a frase todo o estudante está sujo significa que um estudante inteiro, dos pés à cabeça, está sujo.

- NÃO CONFUNDA A VIDA PÚBLICA COM A PRIVADA

Belo conselho para os políticos e artistas. Quem tem uma vida pública muito intensa deve proteger sua intimidade. O certo é escrever: Não confunda a vida pública com a vida privada. Assim, evita-se que alguém interprete privada como substantivo.

- DICAS EM DOMICÍLIO

A expressão em domicílio é a certa quando se usa o substantivo entrega ou o verbo entregar. Entrega de pizzas em domicílio, uma vez que quem entrega, entrega algo em algum lugar. Você recebe estas dicas de português em domicílio, pois quem recebe algo, recebe algo em algum lugar, em casa, na empresa etc.

- CONTAGIANTE OU CONTAGIOSO?

Contagiante não é exatamente a mesma coisa que contagioso. Um entusiasmo contagiante é aquele que se transmite a todos. Uma doença contagiosa é aquela que muitos podem pegar. Em ambos os casos, trata-se de algo que se espalha com facilidade. Contudo, convencionou-se assim: contagiante para as coisas boas e contagioso para as coisas ruins.

- UM FAX É BOM, DOIS JÁ É DEMAIS

O plural de tórax é tórax, sem o s. Uma fênix, plural: duas fênix, sem o s. O látex, os látex, sem o s de novo. Palavras terminadas em x não mudam no plural. Por isso, um fax é bom e dois fax já é demais.

- CADA UM FAZ O QUE PODE

Falamos sem prestar muita atenção ao que dizemos. Por isso, vale a pena corrigir as imprecisões. Se eu digo que ontem fui ao barbeiro e cortei meu cabelo, é por que fiquei no lugar do profissional? E se o presidente operou a vista, é porque além de chefe de nação virou cirurgião de si mesmo e operou sua própria vista?

- É ERRADO MESMO?

Li outro dia: "ele bateu na mulher e a mesma foi hospitalizada." É errado fazer isso com uma mulher, mas também não é certo usar o mesma desse modo. Podemos escrever essa frase com mais clareza e de outras formas: "ele bateu na mulher e a coitada foi hospitalizada", ou: "ele bateu na mulher, que foi hospitalizada".

- EM FUNÇÃO DE QUÊ?

Tornou-se comum a expressão em função de em frases como "cheguei atrasado em função do trânsito" ou "ele morreu em função de uma pneumonia". No entanto, em função de significa finalidade e não causa. Se cheguei atrasado foi por causa do trânsito e se ele morreu foi em virtude da pneumonia. Certo é dizer: "ele vive em função do dinheiro", ou seja, ele vive para o dinheiro, com a finalidade de ganhar dinheiro.

- ALGUÉM PRECISA DE ENORMES EXPLICAÇÕES?

A expressão "para maiores informações..." popularizou-se em anúncios de todos os tipos, mas basta pensar um pouco para perceber que é totalmente inadequada. Uma informação não pode ser maior, nem enorme. Nós precisamos é de mais informações.

- VOCÊ TRABALHA DE SÁBADO?

Há pessoas que trabalham de segunda, de terça, de quarta, de quinta, de sexta, de sábado e até de domingo. Ufa! Apesar de tanto esforço, o correto mesmo é trabalhar aos sábados, se for necessário, mas nunca aos domingos, porque, afinal de contas, ninguém é de ferro!

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Tipos de Sujeito

Olá, meus amigos! Como ficou combinado, hoje coloco minha primeira postagem sobre Língua Portuguesa. Essa postagem foi retirada do www.resenhas.com.br. Abraços!


Tipos de Sujeito

Para se analisar sintaticamente qualquer oração, deve-se começar, perguntando ao verbo Quem pratica a ação? ou Quem sofre a ação? ou Quem possui a qualidade? A resposta a essas perguntas denominamos de sujeito.

São os seguintes os tipos de sujeito:

01) Sujeito Simples: é aquele que possui apenas um núcleo. O núcleo do sujeito será representado por um substantivo, por um pronome substantivo ou por qualquer palavra substantivada. Núcleo é a palavra que, dentre todas as que surgem na função sintática, realmente exerce a função.

Exemplos:

Os homens destroem a natureza.

Quem destrói a natureza? Resp.: Os homens. Núcleo = homens. Sujeito Simples.


Obs: Todas as palavras que surgirem antes do núcleo de qualquer função sintática chamam-se Adjunto Adnominal (aa). Portanto, no exemplo citado, o artigo os funciona como adjunto adnominal.

O vento soprava muito forte naquela tarde.

Que soprava muito forte? Resp.: O vento. Núcleo = vento. Sujeito Simples.


Obs: O sujeito dessa frase não é inexistente, como à primeira vista possa parecer, já que há o núcleo vento, mesmo que este seja um fenômeno da natureza. Haverá sujeito inexistente quanto o verbo for o representativo do fenômeno da natureza, como na frase Ventava muito forte naquela tarde. Nessa frase, não há sujeito, uma vez que o próprio verbo indica o fenômeno.

02) Sujeito Composto: é aquele que possui dois ou mais núcleos. Os núcleos do sujeito composto são, quase sempre, ligados pela conjunção e, pela conjunção ou, pela preposição com ou pelos conectivos correlatos assim ... como, não só ... mas também, tanto ... como, tanto ... quanto, nem ... nem.

Exemplo: Tanto os cientistas quanto os religiosos estão temerosos.

Quem está temeroso? Resp.: Tanto os cientistas quanto os religiosos. Núcleos = cientistas e religiosos. Sujeito Composto. Os artigos os e os são adjuntos adnominais.

03) Sujeito Oculto: Teremos sujeito oculto, em três circunstâncias:

A) Quando perguntarmos ao verbo quem é o sujeito e obtivermos como resposta os pronomes eu, tu, ele, ela, você, nós ou vós, sem surgirem escritos na oração. O sujeito oculto também pode ser chamado de sujeito elíptico, sujeito desinencial ou sujeito subentendido.

Exemplo: Estudaremos a matéria toda.

Quem estudará? Resp.: Nós. Como o pronome não surge na oração temos sujeito oculto.

B) Quando o verbo estiver no Imperativo, ou seja, quando o verbo indicar ordem, pedido ou conselho, com exceção de Chega de e Basta de. Esses dois verbos participam de orações sem sujeito.

Exemplo: Estudem, meninos!

O verbo está no Imperativo, pois indica conselho. Portanto o sujeito é oculto.

Outro Exemplo: Basta de baderna, meninos!

Nesse caso, há sujeito inexistente.

C) Quando não surgir o sujeito escrito na oração, porém estiver claro em orações anteriores.

Exemplo: Os governadores chegaram a Brasília ontem à noite. Terão um encontro com o presidente.

Quem chegou a Brasília? Resp.: Os governadores. Núcleo = governadores. Sujeito Simples.

Quem terá um encontro? Resp.: Não surge o sujeito escrito na oração, porém na oração anterior aparece, com clareza, quem é o sujeito = os governadores. Portanto, sujeito oculto.

04) Sujeito Indeterminado :Teremos sujeito indeterminado, quando perguntarmos ao verbo quem é o sujeito e obtivermos como resposta os pronomes eles, sem surgir escrito na oração, nem aparecer claramente quem são eles anteriormente.

Exemplo: Deixaram um bomba na casa do deputado.

Quem deixou uma bomba? Resp.: Eles. Não surge o sujeito escrito na oração, nem aparece, com clareza, anteriormente, quem é o sujeito. Portanto, sujeito indeterminado.

05) Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É o sujeito com verbo, ou seja, uma oração que exerce a função de sujeito.

Exemplo: É necessário que todos estudem.

Que é necessário? Resp.: Que todos estudem. Sujeito com verbo. Or. Sub. Subst. Subjetiva.

Quando a oração subordinada substantiva subjetiva não se iniciar pela conjunção integrante que, nem pela conjunção integrante se, o verbo deverá ser conjugado no infinitivo, no gerúndio ou no particípio, e a oração se denominará oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, de gerúndio ou de particípio.
Exemplo: É preciso estudar mais.

Que é preciso? Resp.: Estudar mais = oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.

06) Sujeito Acusativo: Será sujeito acusativo o sujeito de um verbo no infinitivo ou no gerúndio de uma oração que funcione como objeto direto, quando o verbo da oração principal for fazer, mandar, ver, deixar, sentir ou ouvir.

Exemplo: Fizeram a garota se retirar.

Quem fez? Resp.: Eles. Não surge o sujeito escrito na oração, nem aparece, com clareza, anteriormente, quem é o sujeito. Portanto, sujeito indeterminado.

O verbo fazer é verbo transitivo direto, que tem como objeto direto toda a oração a garota se retirar, pois isso é que foi feito, e não a garota foi feita, como pode parecer. A oração que funciona como objeto direto chama-se oração subordinada substantiva objetiva direta.

O verbo da oração subordinada substantiva objetiva direta está no infinitivo (retirar-se) e tem como sujeito a palavra garota. Portanto, garota é sujeito acusativo.

O sujeito acusativo poderá ser representado por um substantivo ou por um pronome oblíquo átono (me, te, se, o, a, nos, vos, os, as)

Quando o sujeito acusativo for um substantivo plural, o verbo no infinitivo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural. Em todos os outros casos, o verbo ficará no singular.

Exemplos:

* Vi as garotas cantar/cantarem. As garotas = sujeito acusativo.
* Vi-as cantar. as = sujeito acusativo.
* Deixei-os entrar atrasados

07) Orações sem sujeito (Sujeito inexistente): Haverá oração sem sujeito, ou seja, o verbo será impessoal nos seguintes casos:

Obs.: Os verbos impessoais ficam, obrigatoriamente, na terceira pessoa do singular, com exceção do verbo ser.

a) Verbos que indiquem fenômeno da natureza:
Exemplo: Choveu ontem.
Ventou demasiadamente.

Quando surgir o fenômeno da natureza escrito na oração ou quando a frase possuir sentido figurado, haverá sujeito:
Exemplos:

Choveram pedras sobre Londrina. Sujeito simples: pedras
Choveram papeizinhos coloridos sobre os soldados que desfilavam. Sujeito simples: papeizinhos coloridos
O vento soprava muito forte naquela tarde. Sujeito simples: o vento

b) Ser, estar, parecer, ficar, indicando fenômeno da natureza.
Exemplo: É primavera, mas parece verão.
Está frio hoje.

c) Fazer, indicando fenômeno da natureza ou tempo decorrido.
Exemplo: Faz dias friíssimos no inverno.
Faz três dias que aqui cheguei.

d) Haver, significando existir ou acontecer, ou indicando tempo decorrido.
Exemplo: Houve muitos problemas naquela noite.
Haverá várias festas em Curitiba.
Há dois anos ele esteve aqui em casa.

e) Passar de, indicando horas.
Exemplo: Já passa das 15h.

f) Chegar de e bastar de, no imperativo.
Exemplo: Chega de matéria.

g) Ser, indicando horas, datas e distância. O verbo ser é o único verbo impessoal que não fica obrigatoriamente na terceira pessoa do singular.

Horas: O verbo ser, ao indicar horas, concorda com o numeral a que se refere.
Exemplo: É uma hora.
São duas horas.

Distância: O verbo ser, ao indicar distância, concorda com o numral a que se refere.
Exemplo: É um quilômetro daqui até lá.
São dois quilômetros daqui até lá.

Datas: O verbo ser, ao indicar datas, tanto poderá ficar no singular quanto no plural.
Exemplo: É dois de maio = É dia dois de maio.
São dois de maio = São dois dias de maio.

Claro está que, se for o primeiro dia do mês, o verbo ser ficará no singular.



Concordância Verbal

Estudar a concordância verbal é, basicamente, estudar o sujeito, pois é com este que o verbo concorda. Se o sujeito estiver no singular, o verbo também o estará; se o sujeito estiver no plural, o mesmo acontece com o verbo. Então, para saber se o verbo deve ficar no singular ou no plural, deve-se procurar o sujeito, perguntando ao verbo Que(m) é que pratica ou sofre a ação? ou Que(m) é que possui a qualidade? A resposta indicará como o verbo deverá ficar.

Por exemplo, a frase

As instalações da empresa são precárias tem como sujeito As instalações da empresa, cujo núcleo é a palavra instalações, pois elas é que são precárias, e não a empresa; por isso o verbo fica no plural.

Até aí tudo bem. O problema surge, quando o sujeito é uma expressão complexa, ou uma palavra que suscite dúvidas.

Oportunamente, voltaremos ao tema.