quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Emprego dos Tempos Verbais


Há em Português, basicamente, três tempos verbais:

a) presente: revela um fato que ocorre no momento em que se fala. 
Neste instante ele olha para mim. 

b) passado: revela um fato que ocorreu anteriormente ao momento em que se fala. 
Ele saiu com os amigos. 

c) futuro: revela um fato que deverá ocorrer posteriormente ao momento em que se fala. 
Amanhã terei aula de Português. 

Essa divisão dos tempos verbais em passado, presente e futuro não esgota todas as variações que o verbo pode assumir em relação à categoria tempo, já que esses tempos verbais se subdividem e, muitas vezes, assumem outros matizes, alterando de maneira bastante sensível a significação inicial.
Sem pretender esgotar o assunto, vejamos alguns empregos significativos dos tempos verbais. 

1. presente do indicativo: exprime um fato que ocorre no momento em que se fala. Vejo um pássaro na janela 

O presente do indicativo também é usado para: 

a) exprimir uma verdade científica, um axioma: 
A Terra é redonda. 
Por um ponto passam infinitas retas.

b) para exprimir uma ação habitual: 
Aos domingos não saio de casa. 

c) para dar atualidade a fatos ocorridos no passado: 
Cabral chega ao Brasil em 1500.

d) para indicar fato futuro bastante próximo, quando se tem certeza de que ele ocorrerá: 
Amanhã faço os exercícios.

2. pretérito perfeito do indicativo: exprime um fato já concluído anteriormente ao momento em que se fala. 
Ontem eu reguei as plantas do jardim.

3. pretérito imperfeito do indicativo: exprime um fato anterior ao momento em que se fala, mas não o toma como concluído, acabado. Revela, pois, o fato em seu curso, em sua duração. 
Ele falava muito durante as aulas. 

4. pretérito mais-que-perfeito do indicativo: indica um fato passado que já foi concluído, em relação a outro fato também passado.
Quando você resolveu o problema, eu já o resolvera.
Obs.: Na linguagem atual tem-se usado com mais freqüência o pretérito mais-que-perfeito composto. 
Quando você resolveu o problema, eu já o tinha resolvido.
O mais-que-perfeito é, em alguns casos, usado no lugar do futuro do pretérito ou do imperfeito do subjuntivo.
"…mais servira, se não fora Para tão longo amor tão curta a vida!"(Camões) servira = serviria; fora = fosse)

5. futuro do presente: exprime um fato, posterior ao momento em que se fala, tido com certo. 
Amanhã chegarão os meus pais. A
s aulas começarão segunda-feira.
O futuro do presente pode ser empregado para exprimir ideia de incerteza, de dúvida. Serei eu o único culpado?

6. futuro do pretérito: exprime um gato futuro tomado em relação a um fato passado.
Ontem você me disse que viria à escola. 
O futuro do pretérito também pode ser usado para indicar incerteza, dúvida. 
Seriam mais ou menos dez horas quando ele chegou. 
Usa-se ainda o futuro do pretérito, em vez do presente do indicativo ou do imperativo, como forma de cortesia, de boa educação.
Você me faria um favor?

domingo, 4 de novembro de 2012

40 sites para baixar livros de graça - Lendo.Org


Texto retirado do blog Lendo Org
Eu não costumo baixar livros para ler. O motivo para isso é bem simples: euamo livros. Quantos livros ruins eu já comprei e nem li? Mas eu os amo, não interessa. É por isso que livro baixado, para mim, não é livro.
Apesar disso, já procurei alguns na internet para ler trechos antes de comprar. Aí é válido, é uma ótima forma de economizar.
De qualquer forma, eu sei que nem todo mundo é que nem eu — muita gente gosta de fazer download das obras, mesmo sem comprá-las depois. Pois bem, aí está uma lista com 40 sites para baixar livros em inglês; 30 para ler, 10 para ouvir.
Sites para baixar livros gratuitos
  • Baixar Livros Grátis, site recém lançado com um catálogo razoável de clássicos da literatura brasileira e estrangeira.
  • Bartleby, eles têm uma das melhores coleções de literatura, versos e livros de referência com acesso gratuito.
  • Biblomania, uma grande coleção de textos clássicos, livros de referência, artigos e guias de estudo.
  • Books-On-Line, um diretório com mais de 50 mil publicações (a maioria grátis). A busca pode ser feita por autor, tema ou palavra-chave.
  • Bookstacks, conta com cerca de 100 livros de 36 autores diferentes. Os livros podem ser lidos on-line ou baixados em formato PDF.
  • Bored.com, milhares de livros clássicos para ler ou fazer download. É possível encontrar livros de música, jogos, culinária, ciências e viagens.
  • Classic Book Library, uma biblioteca gratuita que contém romances de mistério, ficção científica e literatura infantil.
  • Classic Bookshelf, biblioteca eletrônica de livros clássicos. Tem um programa de leitura que permite a visualização mais fácil dos arquivos.
  • Classic Reader, coleção de clássicos de ficção, poesia, contos infantis e peças de teatro. Mais de 4 mil obras de centenas de autores.
  • Ebook Lobby, centenas de ebooks gratuitos ordenados em categorias que vão desde técnicas empresariais e arte até informática e educação.
  • EtextCenter, mais de 2 mil ebooks gratuitos procedentes da Biblioteca Etext Center da Universidade da Virgínia. Inclui livros clássicos de ficção, literatura infantil, textos históricos e bíblias.
  • Fiction eBooks Online, centenas de peças de teatro, poemas, contos, livros ilustrados e novelas clássicas.
  • Fiction Wise, obras de ficção científica gratuitas. Além disso é uma loja de livros.
  • Full Books, milhares de livros completos dos mais diversos assuntos, ordenados por título.
  • Get Free Books, milhares de livros gratuitos de quase todos os temas imagináveis. Encontram-se disponíveis para download imediato.
  • Great Literature Online, vasta coleção de títulos ordenados por autor. Além de fornecer textos em formato HTML, proporciona uma linha de tempo biográfica e lista de links sobre o autor consultado.
  • Hans Christian Andersen, coleção maravilhosa de histórias e contos de fadas de Hans Christian Andersen.
  • Internet Public Library, fundada por um grupo da University of Michigan’s School of Information e Michigan SI students. Contém uma antologia com mais de 20 mil títulos.
  • Literature of the Fantastic, pequena coleção de ficção científica e livros de fantasia, com links para grupos de discussão.
  • Literature Project, coleção gratuita de textos clássicos e poesia. Esse site tem um programa de leitura em voz que pode ser baixado.
  • Magic Keys, contos ilustrados para pessoas de todas as idades.
  • Many Books, mais de 20 mil ebooks gratuitos para PDAs, iPods e similares.
  • Master Texts, base de dados gratuita que contém obras-primas da literatura, as quais podemos buscar por título, tema e autor.
  • Open Book Project, site orientado à comunidade educativa. Proporciona livros didáticos gratuitos e outros materiais educativos on-line.
  • Page By Page Books, centenas de livros clássicos que podem ser lidos página por página.
  • Project Gutenberg, mais de 25 mil títulos gratuitos estão disponíveis no Projeto Gutenberg. Adicionalmente há outros 100 mil títulos através de seus afiliados.
  • Public Literature, uma enorme coleção de literatura de grande qualidade que mostra autores clássicos e obras modernas do mundo inteiro.
  • Read Print, biblioteca on-line com milhares de livros, poemas e peças de teatro para estudantes e professores.
  • Ref Desk, seleta compilação de enciclopédias e outros livros de referência.
  • The Online Books Page, lista com mais de 30 mil livros grátis da Universidade da Pensilvania.
  • The Perseus Digital Library, projeto criado pela Biblioteca Virtual da Universidade de Tufts que possui textos clássicos e renascentistas.
Sites pra baixar audiobooks grátis
  • Audio Literature Odyssey, versões na íntegra de novelas, poemas, contos e obras literárias lidas na voz do ator Nikolle Doolin.
  • Audio Treasure, Audio Bíblia gratuita em formato Mp3. Inclui links para audiobooks cristiãos (aprecie com moderação, conteúdo perigoso).
  • Classic Poetry Aloud, podcasts de poemas clássicos e literatura inglesa.
  • Free Classic Audio Books, dúzias de clássicos para baixar e ouvir no mp3, mp4 e iPods.
  • Learn Out Loud, diretório que contém mais de 500 títulos em áudio e vídeo. Inclui audiobooks, discursos e conferências.
  • Librivox, um dos melhores sites com audiobooks de dominio público.
  • Lit2Go, coleção de autores clássicos e literatura infantil digitalizados pela Florida’s Educational Technology Clearinghouse.
  • Literal Systems, lista de audiobooks para download.
  • Spoken Alexandria Project, livraria sob licença Creative Commons com obras clássicas e atuais.
  • Classics Podcast, contém links para podcasts de leituras em latim e textos em grego antigo.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Uso da Vírgula: Tire suas dúvidas





Apesar de parecer simples, o uso da vírgula é um elemento da escrita em que muitos tropeçam. E uma vírgula mal colocada, ou a falta dela, pode prejudicar completamente a clareza de um texto, tornando-o ambíguo e obscuro. Quer um exemplo? Veja então como estas duas frases têm sentidos totalmente diferentes apenas pela posição da vírgula. "Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro a sua procura". (um sentido). /"Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro a sua procura". (outro sentido). Portanto, ciente da importância do uso correto da vírgula, que tal saber mais e tirar suas dúvidas sobre o emprego desse sinal de pontuação?
Para falar a verdade, virgular bem não é fácil, porque é preciso ter um bom conhecimento de sintaxe. Acrescenta-se a isso o fato de o uso da vírgula ser uma matéria controvertida entre os gramáticos. Não existe unanimidade nem regras absolutas. Diante disso, faremos aqui um apanhado do que o uso geral vem sancionando.
Para começar, é imprescindível acabar com a lenda de que o uso da vírgula está relacionado à respiração. Esqueça isso! Se assim fosse, cada um iria usar a vírgula de um jeito, concorda? Na verdade, o emprego da vírgula depende da estrutura sintática da oração. Você não sabe nada de sintaxe ou esqueceu tudo o que o professor de Português falou naquelas aulas que pareciam enfadonhas? Sim? Então, vamos dar uma pequena revisada.
Todo termo, palavra ou expressão desempenha uma função no período, e é por meio da análise sintática que se reconhecem essas funções. Quais seriam essas funções? Entre outras, as seguintes:
·Sujeito - é o ser de quem se diz alguma coisa ou que pratica a ação.
·Predicado - é aquilo que se afirma do sujeito.
·Predicativo - é o termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do sujeito ou que se refere ao objeto de um verbo transitivo.
·Objeto direto e indireto - são os complementos verbais.
·Agente da passiva - representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo passivo.
·Adjunto adnominal - é o termo que caracteriza ou determina os substantivos.
·Adjunto adverbial - é o termo que exprime uma circunstância (de tempo, lugar, modo, etc.).
·Aposto - é uma palavra que explica, esclarece, desenvolve ou resume outro termo da oração.
·Vocativo - é o termo usado para chamar o ser a que nos dirigimos.
Fizemos apenas uma síntese, e deve ter ficado meio confuso, não foi? Por isso e, para virgular com precisão, é imperioso que você se aprofunde na análise sintática. Não se esqueça de estudar os diversos tipos de períodos e de orações.
Continuando o desenvolvimento do nosso tema, vamos falar sobre as funções da vírgula.
Funções da vírgula

A vírgula, do mesmo modo que os demais sinais de pontuação, exerce três funções básicas:
·Marcar as pausas e as inflexões da voz na leitura; (A lenda que relaciona uso da vírgula com respiração nasceu dessa função que ela desempenha, mas não há que se confundir entoação verbal com respiração, certo?)
·Enfatizar e/ou separar expressões e orações;
·Esclarecer o sentido da frase, afastando qualquer ambigüidade.
Antes de falarmos especificamente sobre os casos de uso da vírgula, é melhor esclarecermos quando ela não deve ser empregada. Para isso, é preciso que você saiba que o período segue uma seqüência lógica, também chamada de ordem direta ou ordem habitual, a saber: sujeito -> verbo -> complemento -> circunstâncias. Entenderam agora a necessidade de dominar a análise sintática? Bom, seguindo essa seqüência, sem interferência, não há vírgula, isto segundo a maioria dos gramáticos. Digo “maioria dos gramáticos” porque alguns afirmam que ela seria optativa antes das “circunstâncias” ou, gramaticalmente falando, antes dos adjuntos adverbiais. Ex.: Os policiais militares desencadearam a operação lei seca durante o jogo da seleção brasileira. (ordem direta, sem vírgula)
Sabendo disso, vamos ver os casos em que a vírgula não é usada.
Não deve ocorre vírgula

1 - Entre o sujeito e o verbo:
Ex.: Os policiais prenderam o infrator.
O sargento é mestre em artes marciais.
2 - Entre verbo e complementos verbais:
Ex.: Encontramos o suspeito.
Obedecemos às ordens do comandante.
3 - Antes de orações subordinadas substantivas, exceto as apositivas.
Ex.: Convém que deixemos o local.
Espero que nenhum policial cometa erros durante a operação.
4 - Antes de orações adjetivas restritivas:
Ex.: Ele é o homem que mata passarinhos.
Um vegetal é um animal que dorme.
5 - Em orações coordenadas ligadas por “e” que tenham o mesmo sujeito:
Ex.: Chegou e prendeu o infrator.
Agora, sim, vamos estudar os casos de uso da vírgula.
Casos de uso da vírgula
Usa-se a vírgula para:

1 - Assinalar o vocativo (é o termo com que se interpela/chama o ouvinte/interlocutor):
Ex.: Sargento Mike, compareça ao local da ocorrência.
Cidadão, você será conduzido à delegacia da cidade.
2 - Assinalar o aposto (é o termo da oração que serve par explicar um termo anterior, identificando-o, esclarecendo ou qualificando-o):
Ex.: O comandante do batalhão, pessoa justa, não condenou o sindicado.
Inspetor Bugiganga, policial criativo, prendeu os criminosos.
3 - Precedendo termos de mesmo valor sintático. Observação: Quando o último elemento é introduzido pelas conjunções "e", "ou", "nem", não se usa a vírgula.
Ex.: Amorfortunaciência, somente isso não traz felicidade.
Foram apreendidas armas de fogosubstâncias entorpecentes e bicicletas furtadas.
Nem a música, nem o cinema, nem o teatro têm a mesma magia do circo.
Um avião, um ônibus ou um automóvel não têm o mesmo charme de um trem.
4 - Precedendo orações coordenadas assindeticamente, isto é, sem uso de conjunções. Via de regra, são orações não introduzidas pela conjunção aditiva “e”.
Ex.: Aborde-oreviste-oalgeme-o e prenda-o.
Teimouinsistiutornou a insistir e acabou sendo demitido.
Chegou a casasentou no sofáligou o televisorbuscou o canal certo,acomodou-se e assistiu ao filme.
5 - Entre as orações intercaladas:
Ex.: A guerra, disse o general, é uma defesa prévia.
A arma de fogo, disse o policial, é minha ferramenta de trabalho.
6 - Para marcar as orações subordinadas adjetivas explicativas:
Ex.: O carnaval, que é tradicional, a cada ano está mais perigoso.
A alma, que é imortal, integra-se ao cosmo.
7 - Entre expressões explicativas, continuativas, conclusivas, retificativas ou enfáticas de um modo geral (isto é, a saber, por exemplo, a meu ver, na minha opinião, digo, ou melhor, quer dizer, além disso, aliás, assim, com efeito, como dizer, demais, depois, enfim, então, no mais, ora, ou seja, ou antes, igualmente, pensando bem, pois bem, pois sim, por assim dizer, realmente, em suma, note-se bem, finalmente, em verdade, de fato, sim, não, etc.):
Ex.: O criminoso, digo, o cidadão infrator, foi detido às nove horas.
O governador, ou melhor, o excelentíssimo senhor governador, dará um aumento de 100% à classe policial.
Observação desse caso de uso da vírgula: Lembre-se de usá-la com "sim" e "não".
Ex.: Sim, um dia hei de morrer.
8 - Entre as conjunções coordenativas adversativas e conclusivas, quando pospostas/intercaladas (porém, contudo, entretanto, todavia, logo, portanto, etc.):
Ex.: O tiroteio, porém, continuava.
O sargento, portanto, foi homenageado.

9 - Nas datas e endereços:
Ex.: Belo Horizonte, 13 de novembro de 2008.
Rua da Alegria, nº 30.
10 - Para indicar zeugma (elipse/omissão de um ou mais termos anteriormente citados):
Ex.: Uns diziam que se suicidou; outros, que foi assassinado. (elipse do verbo “diziam”)
O dia estava quente; o sol, escaldante. (elipse do verbo “estava”)
Nós viemos da terra; eles, do mar. (elipse do verbo “vieram”)
11 - Precedendo orações principais pospostas:
Ex.: Quando menos se esperava, o cadete deixou de lado suas antigas aspirações.
12 - Antes de “e”, quando as orações apresentarem sujeitos diferentes ou quando o “e” se repetir:
Ex.: Fez-se o céue a terrae o mar.
João escreveu uma cartae José arrumou a cama.
13 - Nos elementos paralelos de um provérbio:
Ex.: Mocidade ociosavelhice vergonhosa.
14 - Em construção com termos pleonásticos:
Ex.: Bom policial, talvez não mais o seja.
14 - Para separar predicativos situados antes do verbo (predicativo é o termo que exprime um atributo, um estado ou modo de ser do sujeito ou que se refere ao objeto de um verbo transitivo.):
Ex.: Destemidos e intrépidos, os policiais avançavam pela área de risco.
15 - Orações subordinadas substantivas apositivas:
Ex.: Fez-nos um pedido, que mantivéssemos suas vírgulas.

16 - Antes de locuções adversativas como "e sim", "e não". Entretanto, não se deve isolar essas locuções adversativas com vírgula. Usa-se somente uma, precedendo-as.
Ex.: Ele comprou um DVD, e não um CD.
Ele não fez as tarefas de que foi incumbido, e sim as que ele quis.
Casos controversos entre os gramáticos

1 - Adjuntos adverbiais e orações adverbiais.
Como vimos acima, o adjunto adverbial é o último elemento da frase, e a oração subordinada adverbial deve vir após a oração principal (seqüência lógica ou ordem direta). Diante disso, alguns gramáticos afirmam que, sempre que o adjunto adverbial ou a oração adverbial vierem deslocados da ordem direta da frase, é necessário o uso da vírgula para marcar esse deslocamento. Outros, dizem que a vírgula é optativa. Outros, porém, ensinam que, nesses casos, o uso da vírgula deve condicionar-se ao número de palavras que contém o adjunto adverbial ou a oração subordinada adverbial. Outros, ainda, dizem que, mesmo a oração subordinada adverbial estando posposta (após) a principal, somente não é usada a vírgula nas orações subordinadas adverbiais finais e orações subordinadas adverbiais conformativas. E outros gramáticos estabelecem outras regras. Então, qual regra usar? Se for num vestibular ou concurso, use as regras do livro indicado no edital. Agora, no dia-a-dia, creio que se deva buscar a harmonia, o ritmo, a melodia, o equilíbrio e, principalmente, a clareza.
Veja exemplos do que acabamos de falar:
Ordem direta da frase:
Ex.: Os policiais militares desencadearam a operação lei seca durante o jogo da seleção brasileira. (sem vírgula)
Os policiais militares desencadearam a operação lei seca, durante o jogo da seleção brasileira. (com vírgula)

Adjunto adverbial deslocado:
Ex.: Durante o jogo da seleção brasileira, os policiais militares desencadearam a operação lei seca. (com vírgula)
Os policiais militares desencadearam ontem a operação lei seca. (sem vírgula)

Período composto. Seqüência normal:
Ex.: O cadete deixou de lado as antigas aspirações quando menos se esperava. (sem vírgula)
O cadete deixou de lado as antigas aspirações, quando menos se esperava. (com vírgula)

Período composto. Oração adverbial deslocada (intercalada ou anteposta):
Ex.: O cadete, quando menos se esperava, deixou de lado suas antigas aspirações.
Quando menos se esperava, o cadete deixou de lado suas antigas aspirações.
Suas antigas aspirações, segundo diziam todos, eram irrealizáveis.
2 - Há também entre os gramáticos controvérsia quanto ao uso da vírgula nas orações reduzidos de gerúndio ou de particípio. Os pontos de conflito são semelhantes aos dos adjuntos verbais e das orações subordinadas adverbiais. Alguns gramáticos afirmam que a ausência da vírgula diante das orações reduzidas é a regra em qualquer tipo de oração adverbial na sua ordem habitual, isto é, depois da oração principal, não anteposta nem intercalada. Outros, afirmam que a vírgula é obrigatória. Outros, afirmam que ela é optativa. Então, caro internauta, é você quem decide.
Ex.: Esse fato contribui ainda mais para afastá-lo da sua missão de eliminar conflitos realizando a justiça. (sem vírgula)
Esse fato contribui ainda mais para afastá-lo da sua missão de eliminar conflitos, realizando a justiça. (com vírgula)
Terminando o trabalho, pode descansar. (com vírgula)

Era isso o que tínhamos para lhe dizer.