quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Simulado On-Line - Brasil Escola

No site Brasil Escola Vestibular, além das notícias de concursos vestibulares, ENEM, ensino à distância e Ensino Médio, há também um simulado on-line fácil de utilizar e bom, tanto para alunos quanto para professores.

Basta escolher a disciplina, o assunto, a quantidade de questões e ... pronto! Está feito um simulado de provas quentinhas com questões tiradas dos melhores concursos do Brasil.

Ainda é feita a correção com gabarito e contagem de pontos das questões acertadas.


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domingo, 17 de agosto de 2008

O sujeito e as contrações

Quando as contrações entre pronome e preposição, especialmente aquelas constituídas pelas preposições de e em seguidas dos pronomes pessoais de terceira pessoa [ele(s), ela(s)], estiverem se referindo não ao pronome em si, mas ao verbo, é obrigatório manter separadosomente em orações subordinadas reduzidas de infinitivo. cada um dos elementos da contração. Isso se dá, no entanto,
As orações reduzidas não possuem qualquer conectivo (pronome relativo ou conjunção) ligando-as à oração principal. Dessa forma, como o pronome da oração reduzida exerce a função de sujeito, deve-se mantê-lo na sua forma simples. As contrações entre pronome e preposição ocupam sempre a posição de complementos, nunca a de sujeitos da oração.
Exemplos:
  1. O fato dele trabalhar não muda minha decisão sobre seu futuro. [Inadequado] O fato de ele trabalhar não muda minha decisão sobre seu futuro. [Adequado]
  2. A maneira dele falar impressionava a todos. [Inadequado] A maneira de ele falar impressionava a todos. [Adequado]
Em contraste com esse emprego, temos a contração empregada adequadamente, por exemplo, como complemento nominal:
  1. Esse era o jeito dele. [Complemento Nominal]
  2. Esse era o jeito de ele ver o mundo. [Sujeito de oração reduzida de infinitivo]

Fonte:: Mini Gramática On-line

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

REDAÇÃO DE ALUNA DA UFPE

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.

Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.


O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.


Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.


Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.


Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.


Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.
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Show!!!!


Redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de Gramática Portuguesa.

Enviado por Milena Alana via E-mail.

SOCIOECONÔMICO OU SÓCIO-ECONÔMICO

--- O Manual de Redação da Folha de S. Paulo recomenda a grafia “socioeconômico” para a palavra composta “sócio-econômico”. Desejo saber qual a grafia correta. Márcio Antonio de Melo, Chapecó/SC

As duas grafias coexistem no Brasil. A forma inovada é sem hífen. A mais antiga é hifenizada, pois foi estabelecida de acordo com a regra de formação dos adjetivos compostos, em que o primeiro adjetivo fica na sua forma neutra (sem flexão de feminino ou plural), às vezes reduzida (infantil – infanto, literário – lítero, maxilar – maxilo, social – sócio), e os dois elementos se unem obrigatoriamente por hífen. é o caso, por exemplo, de político-financeiro, histórico-cultural, infanto-juvenil, técnico-administrativo, entre dezenas de outros.

A questão começa a ser controversa quando se verifica que ‘socio’ – redução tanto de ‘social’ quanto de ‘sociedade’ – também entra na composição de substantivos, como sociolingüística, sociodrama, sociogenética, sociogeografia, socioeconomia. Aqui, então, sócio- é considerado um “elemento de composição”, como registram os dicionários. Desta forma, mais pelo aspecto visual do que lógico, começou-se a escrever igualmente num só bloco o adjetivo: sociogenético, sociolingüístico, socioeconômico, sociogeográfico, sociocultural, socioinstitucional, sociopolítico.

Essa evolução e a hesitação entre uma e outra grafia podem ser constatadas nos dados abaixo:

Dicionário Aurélio 1986: apresenta sócio-econômico, sócio-político, sociocultural e sociolingüístico.

Manual de Redação da Folha de S. Paulo 1987: sócio-econômico e sócio-cultural.

Novo Manual de Redação da Folha de S. Paulo (Anexos) 1992: socioeconômico.

Dicionário Aurélio 1999: sociobiológico, sociocultural, socioeconômico, sociolingüístico, sociopolítico e sociorreligioso.

Dicionário Houaiss 2001: tudo sem hífen, inclusive socialpatriótico e socialdemocracia (!). Ali constam igualmente as variações socieconômico e socieconomia [sem O].

De fato, a grafia sem hífen é mais econômica. E considerar a redução de um adjetivo como elemento de composição não é fato novo nem raro. Veja-se agro, cardio, eletro, gastro e termo, que formam vocábulos como agroindustrial, agrosserviço, cardiorrespiratório, eletrotécnico, eletroeletrônica, termodifusão, termoestável.

De outra parte, o dicionário Houaiss, nos verbetes soci(o), não traz nenhum adjetivo formado por três elementos, como em “atividades sócio-político-culturais, medidas político-econômico-sociais”. Quem prefere a composição sem hífen deveria, nesses casos, escrever: atividades sociopoliticoculturais, medidas politicoeconomicossociais. Só que a coerência aí levaria à grafia de nomes um tanto estranhos e mais difíceis de entender.

No tocante a palavras iniciadas com H, também há duplicidade de grafia, preferindo-se o registro com hífen: ”Enquanto as ideologias seriam puras projeções que não têm efeito transformador no mundo sócio-histórico, as utopias seriam idéias passíveis de concretização, até certo ponto e em seu tempo, neste mundo” (J. R. Thompson).

Por fim, enfatizo que não se pode admitir apenas uma grafia correta. Vamos continuar vendo, nos livros publicados até 1990 (e em alguns até mais recentes), a hifenização nos vocábulos iniciados por sócio-. Não precisamos sair trocando a forma sócio-educativo, por exemplo, só porque a tendência agora é escrever socioeducativo. Aliás, no mesmo livro ou texto, é recomendável manter um padrão gráfico em relação a esse tipo de palavra.


* Maria Tereza de Queiroz Piacentini - Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros "Só Vírgula", "Só Palavras Compostas" e "Língua Brasil - Crase, pronomes & curiosidades" -

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Pesquisa do ibope mostra os livros mais preferidos dos brasileiros - IMOMENTUS

No site Imomentus excelente site de notícia e informação, encontra-se essa lista feita pelo próprio IBOPE feita esse ano mesmo (não tenho conhecimento do período de entrevista para o levantamento de dados). O que é interessante é que não parece novidade alguns títulos, porém alguns títulos de obras que só se liam nas escolas quando o professor pedia estão bem colocados. O IBOPE faz entrevistas com o máximo possível de segmentos da sociedade, ou seja, variantes sociais, etárias, regionais etc.
1. Bíblia Sagrada
2. Código da Vinci
3. O Segrdo
4. Harry Potter
5. Cinderela
6. Chapeuzinho Vermelho
7. Violetas na janela
8. A Branca de Neve
9. Os Três Porquinhos
10. O Sítio do Pica-Pau Amarelo
11. O caçador de Pipas
12. Dom casmuro
13. O monge e o Executivo
14. A Moreninha
15. Senhora
16. A Bela e a Fera
17. Romeu e Julieta
18. Iracema
19. Peter Pan
20. Bom Dia Espirito Santo
21. A Pequena Sereia
22. O Cortiço
23. O Grande Conflito
24. Pinóquio
25. O Alquimista
26. O Pequemo Príncipe
27. O menino Maluquinho
28. Quem mexeu no meu Quejo
29. O Bispo - biografia de Edir Macedo
30. Pais Brilhantes, Professres Fascinantes

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Gênero

masculino de "primeira-dama"

Quando um homem é eleito prefeito, sua mulher se torna a primeira-dama da cidade. A mulher do governador torna-se a primeira-dama do Estado, e a do presidente, primeira-dama da nação. Mas como deveríamos chamar o marido de uma mulher que tenha sido eleita para um desses cargos?

Para responder a essa pergunta, precisamos descobrir o masculino de "primeira-dama". Basta pegarmos o masculino de "dama", que é "cavalheiro", e formar o substantivo composto "primeiro-cavalheiro". Essa construção pode parecer estranha, mas ela é correta:

primeira-dama

primeiro-cavalheiro

É importante não confundir "cavalheiro" com "cavaleiro", que é a pessoa que monta a cavalo.

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"champanhe" "grama" "moral" "libido"

Em Belém do Pará, não é difícil ouvir alguém dizer: "Levei uma tapa".

Um rápida consulta ao dicionário nos esclareceria que "uma tapa", "um tapa", "o tapa" e "a tapa" são formas corretíssimas. Trata-se de uma palavra que pode ser tanto do gênero masculino como do gênero feminino.

Caso semelhante ao de "tapa" é o de "sabiá". Na canção "Sabiá", de Tom Jobim e Chico Buarque, temos:

Vou voltar.

Sei que ainda vou voltar

para o meu lugar.

Foi lá e é ainda lá

que eu hei de ouvir cantar

uma sabiá, o meu sabiá.

Chico Buarque usou as duas formas. Ambas estão corretas, como nos mostram os dicionários.


Algumas palavras, porém, não admitem duplo gênero.

É o caso de "dó". Ouve-se falar "Você não imagina a dó que eu senti", quando a construção correta seria "Você não imagina o dó que eu senti". "Dó" é do gênero masculino. "O dó", portanto, é a construção adequada, ainda que seja muito pouco usada no dia-a-dia.

Em muitos lugares ouve-se "a champanhe", quando o correto seria "o champanhe" e "o champanha". A palavra pode ser escrita com "e" ou com "a" no fim, mas deve ser acompanhada sempre de artigo masculino, e nunca de artigo feminino.

Outro problema são aquelas palavras cujo sentido muda quando o gênero é alterado. É o caso de "grama". Não se deve confundir "o grama" com "a grama", "o moral" com "a moral". "O grama" é a unidade de massa.

Compram-se duzentos gramas de queijo.

Já "A grama" é o vegetal, a designação comumente dada a várias espécies de gramíneas.

Não pise naquela grama!

Por sua vez, "O moral" é o estado de espírito.

O time está com o moral elevado.

"A moral" é o código de princípios de uma sociedade.

A moral dos judeus é diferente da dos cristãos.

Temos outro caso interessante no trecho a seguir da canção "Seduzir", gravada por Djavan:

Amar é perder o tom nas comas da ilusão.

revelar todo o sentido

Vou andar, vou voar para ver o mundo.

Nem que eu bebesse o mar

encheria o que eu tenho de fundo...

Nesse trecho, vimos que Djavan usou a palavra "comas". De acordo com os dicionários, a palavra "coma" tem vários significados. Na letra de "Seduzir" ela foi usada com o significado de "estado de inconsciência", "estado de coma". Trata-se de uma palavra que pode ser indiferentemente masculina e feminina: "o coma" ou "a coma".

A língua falada, do dia-a-dia, não assimila com facilidade o gênero culto de algumas palavras.

Vejamos outro caso, a palavra "libido", usada na canção "Alívio Imediato", gravada pelos Engenheiros do Hawaii:

...A Líbia bombardeada, a libido e o vírus

o poder, o pudor, os lábios e o batom...

Agora observemos a mesma palavra ser utilizada na canção "Garota Nacional", gravada pelo Skank:

... Porque ela derrama um banquete, um palacete

um anjo de vestido, uma libido do cacete...

A grafia está correta na letra das duas músicas: "a libido". Não existe a forma "o libido".

Quando houver dúvida quanto ao gênero de palavras, recorra sempre ao dicionário.

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Fonte consultada: TV Cultura SP – Alô Escola – Prof. Pasquale Cipro Neto