quinta-feira, 4 de junho de 2009



"Prestando Prova" é o blog mais completo e organizado com notícias e dicas sobre concursos públicos, especificamente na área de Direito. No campo das Leis, a Língua Portuguesa deve estar impecável e, nesse contexto, merece atenção redobrada dos estudantes de direito ou a quem aspira um concurso público.

O Blog conta com comentários de provas das principais instituições (ESAF, CESPE, etc.) uma lista satisfatória de blogs semelhantes, downloads de provas e destaque para as principais vertentes do direito.

Nota 10

terça-feira, 17 de março de 2009

Palavras com SC, e não C, Ç, S, SS


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abscesso
abscissa
acrescentar
acrescer,
acréscimo
adolescente
apascentar
aquiescência
aquiescer
ascender
ascensão
asceta
condescendência
consciência
cônscio
convalescer
crescente
crescer
descendência
descender
descentralização
descer
descerrar
descida
discente (que aprende)
discernimento
disciplina(r)
discípulo
efervescência
fascículo
fascismo
florescer
imisção (mistura)
imiscível
imprescindível
intumescer
irascível
isóscele(s)
miscelânea
miscigenação
nascença
nascer
néscio
obsceno
onisciência
oscilar,
oscilação
piscicultura
piscina
plebiscito
prescindir
recrudescer
remanescente
reminiscência
renascença
rescindir
rescisão
ressuscitar
seiscentésimo
seiscentos
suscetível
suscitar
transcendência
víscera

Palavras com SS, e não C, Ç

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Abissínia
acessível
admissão
aerossol
agressão
amassar (massa)
apressar (pressa)
argamassa
arremessar
assacar
assassinar
assear
assecla
assediar
assentar
assento (assentar)
asserção
asserto,
assertiva (afirmação)
assessor
asseverar
assíduo
assimetria
assinar
Assíria
assolar
aterrissagem
atravessar
avassalar
avesso
bússola
cassar (anular)
cassino
cessão (ato de ceder)
comissão
compasso
compressa
compromisso
concessão
condessa (fem. De conde)
confissão
cossaco
crasso
cromossomo
demissão
depressa
depressão
dessecar (secar bem)
devassar
dezesseis
dezessete
digressão
discussão
dissensão
dissertação
dissídio
dissimulação
dissipar
dissuadir
dossiê
ecossistema
eletrocussão
emissão
empossar (dar posse a)
endossar
escassear
escassez
escasso
excessivo
excesso
expressão
fissura
fosso
fracasso
gesso
grassar
idiossincrasia
imissão
impressão
imissão
impressão
ingressar
insosso
insubmissão
interesse
intromissão
macrossistema
massa
messe
messiânico
microssistema
missa
missionário
mocassim
necessidade
obsessão
opressão
pássaro
passear
passeata
passeio
passo (cf. paço)
permissão
pêssego
pessimismo
possessão
potássio
pressagiar,
presságio
pressão,
pressionar
processão (procedência)
procissão (préstito)
professo
profissão
progressão
progresso
promessa
promissor
promissória
regressar,
regressivo
remessa
remissão (ato de remitir)
remissivo
repercussão
repressão,
repressivo
ressalva(r)
ressarcir
ressentir
ressequir
ressonar
ressurreição
retrocesso
russo (da Rússia)
sanguessuga
secessão (separação)
sessão (reunião)
sessar (peneirar)
sobressalente (ou sobresselente)
sossego
submissão
sucessão
sucessivo
tessitura
tosse
travessa
travessão
uníssono
vassoura
verossímil
vicissitude

Palavras com S, e não C ou SC, nem X

adensar
adversário
amanuense
ânsia,
ansiar
apreensão
ascensão (subida)
autópsia
aversão
avulso
balsa
bolso
bom-senso
canhestro
cansaço
censo (recenseamento)
compreensão
compulsão
condensar
consecução
conselheiro
(que aconselha)
conselho (aviso, parecer)
consenso
consentâneo
consertar (remendar)
contra-senso
contraversão
controvérsia
conversão
convulsão
Córsega
defensivo
defensor
descenso (descida)
desconsertar (desarranjar)
sela (assento)
semear
semente
senado
senha
sênior
sensato
senso
série
seringa
sério
serra
seta
severo
Sevilha
Sibéria

pensa (copa, armário)
despretensão
dimensão
dispensa(r)
dispersão
dissensão
distensão
diversão
diverso
emersão
espoliar
estender
(mas extensão)
estorno
estorricar
excursão
expansão
expensas
extensão (mas estender)
extorsão
extrínseco
falsário
falso,
falsidade
farsa
imersão
impulsionar
incompreensível
incursão
insinuar
insípido
insipiente (ignorante)
insolação
intensão (tensão)
intensivo
intrínseco
seviciar
Sicília
siderurgia
sigilo
sigla
Silésia
silício
silo
sinagoga
Sinai
Singapura (tradicional; ocorre também.Cingapura)
singelo
singrar
descansar
descensão,
sintoma
Síria

nversão
justapor
mansão
misto,
mistura
obsessão
(mas obcecação)
obsidiar
obsoleto
pensão
percurso
persa
Pérsia
persiana
perversão
precursor
pretensão
propensão
propulsão
pulsar
recensão
recensear,
recenseamento
remorso
repreensão
repulsa
reverso
salsicha
Sansão
seara
sebe
sebo
seção (ou secção)
seda
segar (ceifar,cortar)
sito,
sismo
situado
submersão
subsidiar
subsistência
suspensão
tensão
(estado de tenso)
tergiversar
Upsala (ou Upsália)
utensílio
versão
versátil,
versáte

"NÃO ERRE MAIS!" Lição do mestre Luiz Antonio Sacconi

Se o zagueiro "obstrói" a passagem do atacante, é falta.

O verbo obstruir se conjuga por atribuir, por isso não tem formas em ói, como construir e destruir.


A frase acima é de um ex-árbitro carioca que virou comentarista de futebol pela televisão. "Obstrói", sem dúvida, dói mais que uma pancada na canela...


país não comunista


Perfeito. Não há hífen entre as duas últimas palavras, como usam muitos. Por quê? Porque se trata de um adjetivo. Só os substantivos é que trazem o hífen. Repare na diferença: produto não perecível (adjetivo), o não-pagamento da dívida (substantivo); amor não correspondido (adjetivo), a não-variação de uma palavra (substantivo).


Há gigantes que adormecem e "que" não acordam.


Este que (pronome relativo) é maroto. Por que maroto? Porque não exerce nenhuma função na frase. Se o retirarmos, a frase ficará perfeita.

O que coordenado só é correto quando exerce a função de conjunção integrante, Assim, por exemplo: Eu disse que ela era francesa e que gostava de namorar. *** Ela afirmou que não gosta do rapaz e que não quer mais vê-lo. *** Você acha que é esperto e que sempre vai levar vantagem em tudo?


Mas não assim: Há coisas que a gente vê e "que" já não aceita. *** Existem rios que são poluídos e "que" por isso não têm peixes.


Retirado o "que" maroto e intruso, faz-se a luz.


Está relampeando ou está relampejando?


Tanto faz. Em Portugal, além de relampear e relampejar, ainda se usam as formas: lampadejar, relampaguear, relampadar e relampar.

Como se vê, em Portugal, relampa todos os dias, relampada que é uma barbaridade!

ídolo


É sempre nome masculino, ainda que se refira a mulher: Meu ídolo é essa atriz. Paula era o ídolo de boa parte dos aficionados ao basquete.

Há quem, por mera brincadeira, usa "ídola". Mas é só brincadeira.


gênio


É outro nome sempre masculino: Onde está aquele gênio de sua irmã, que deixou a televisão ligada a noite inteira? *** Essa cientista, um gênio, recebeu o Prêmio Nobel de Física. *** Susana era o gênio da classe.

Muito bem. Está claro que não existe "gênia", forma que só se admite mesmo em programas humorísticos de mau-gosto da televisão e em brincadeirinhas do recesso do lar. Fora daí, jamais.

Eis, porém, que surge uma apresentadora de televisão que, do alto do seu 1,85m, declara, até que meio aborrecida: Estão dizendo que faço dos meus erros de português um marketing. Que tipo de "gênia" sou eu, para falar errado e achar que é marketing?

De fato, de nenhum tipo...

indivíduo


É, igualmente, outro nome sempre masculino: Camila, esse indivíduo maravilhoso,fará parte do elenco da novela das 7h. *** Daniela é o tipo de indivíduo que só vai aparecer na Terra em cem anos.

Há quem, por brincadeira, também use "indivídua". É preciso, no entanto, nunca esquecer que brincadeira (de qualquer tipo) sempre tem hora.

traste

É também sempre nome masculino: Viridiana é um traste. *** Essa menina virou um traste.

Minha vizinha é mesmo "uma sujeitinha" à-toa.


Sujeitinho à-toa realmente existe, em todos os lugares; já "sujeitinha" não existe em lugar nenhum. Mulher, homem, criança, é sempre sujeito (nome sobrecomum), a exemplo de ídolo, gênio, indivíduo, traste, etc.

Por isso é que suas amigas são - todas elas - uns sujeitinhos falsos.

mais pequeno


É expressão corretíssima. Pode usar sem receio. O que não se deve é empregar "mais grande" (legítima no espanhol).

É expressão legítima também no português, mas somente quando comparamos qualidades de um mesmo ser. Assim, por exemplo: Sua filha é mais grande que pequena.
***Esse rapaz é mais grande que inteligente.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Narração: elementos básicos (resumo)

Narração - Elementos

Tipos de Personagem

Designa, no interior da prosa literária (conto, novela ou romance) e do teatro, os seres fictícios construídos à imagem e semelhança dos seres humanos: se estes são pessoas reais, aqueles são "pessoas" imaginárias, se os primeiros habitam o mundo que nos cerca, os outros movem-se no espaço arquitetado pela fantasia do prosado!: " (Dicionário de Termos Literários - M. Moisés - Ed. Cultural)
Segundo E.M. Forster, podem classificar as personagens em:

1. Planas (lineares)

Constituídas de uma única idéia ou qualidade; carecem de profundidade. A personalidade delas é pobre, repetitiva; são previsíveis quanto ao seu comportamento, infensas à evolução. Jamais nos surpreenderão durante ou ao final da narrativa. Podem ser subdivididas em:

a) Tipos

São personagens típicas, de contornos e características peculiares e, exatamente por isso, eternizam-se: quem se esqueceria de Sancho Pança, em D. Quixote? Comadres fofoqueiras, homossexuais, padres, nos romances, fazem parte deste rol de personagens.

b) Caricaturas

São personagens que têm distorções propositais, a fim de ensejar o cômico, o ridículo, o satírico: Patrocínio das Neves, a "Titi" do livro A Relíquia, de Eça de Queirós.

2. Redondas

São complexas, bem acabadas interiormente, repelem todo o intuito de simplificação. São também chamadas de multiformes, e nos surpreenderão porque evoluem na narrativa. Dinâmicas e tridimensionais, podem ser subdivididas em:

a) Caracteres

São personagens cuja complexidade se acentua, gerando conflitos insolúveis: é o caso das personagens clássicas gregas: Édipo Rei, Prometeu, Medéia.

b) Símbolos

São personagens que parecem ultrapassar a barreira do mero humano, transcendem. Ostentam profundidade psicológica e multiplicidade de ações: Diadorim, de Grande Sertão: Veredas, Ulisses, da ; epopéia grega A Odisséia, de Homero.
Estas personagens, imprevisíveis em suas atitudes, rompem com a linearidade e nos provocam impactos com suas ações: Medeia, que mata os filhos, apesar de amá-los, para vingar-se do marido que a trocara por outra mulher; Édipo, que, após ter descoberto sua verdadeira origem, conclama a multidão e fura os olhos na frente do povo; Prometeu, que furta o fogo sagrado dos deuses e alia-se aos mortais e andróginos, castigado, amarrado ao Cáucaso, com uma águia a lhe devorar todos os dias o fígado que cresce sem parar.
As personagens podem ser caracterizadas física ou psicologicamente, ou ainda, de ambas as maneiras simultaneamente.

Quanto à atuação no enredo

Esta classificação não segue a concepção do teórico E. M. Forster.

Principais e secundárias

A referência serve para designar que às principais cabe sustentar, como eixo, todos os fatos inerentes à narrativa. Às secundárias cabe dar suporte à continuidade da história, intermediando as ações e girando ao redor das principais como seres complementares.

a) Protagonistas

As que encabeçam as ações, sustentam o eixo narrativo. O mesmo que principais. Leonardo (filho) em Memórias de um Sargento de Milícias é bom exemplo disso.

b) Antagonistas

Designação atual para o antigo vilão. Cabe a elas impedir, dificultar, atormentar a "vida" das personagens protagonistas. Como observação, seria bom lembrar que as antagonistas não precisam ser propriamente pessoas; às vezes, são representadas por sentimentos, grupos sociais, peculiaridades de ordem física, psicológica ou social dos indivíduos e até podem representar instituições. Suponhamos que você tenha uma história onde dois indivíduos do mesmo sexo se amem e queiram casar. O antagonista será o Estado, a sociedade, a Constituição que os impedirá de concretizarem seus desejos.

c) Coadjuvantes

O mesmo que secundárias. Co-auxiliam no desenvolvimento da história.

Tempo

Para o crítico Massaud Moisés, o tempo, no romance, provavelmente constitua o ingrediente mais complexo e o mais relevante: de certo modo, tudo no romance forceja por transformar-se em tempo, que seria, em última instância, o escopo magno do romancista. Mais do que escrever uma história, mostrar cenários, criar personagens, o seu objetivo consistiria na criação de um tempo e da sua fixação, dentro das coordenadas de um livro. Senhor absoluto do tempo, o recepcionista pode acompanhar as personagens durante toda a sua existência. " O crítico ressalta, ainda, que dois tipos de tempo podem ser considerados numa narrativa:

Histórico (cronológico)

Chamado também de linear, diacrônico, é mensurável e segue a organização do dia-a-dia. Tem o ritmo do calendário ou do relógio e pode, muitas vezes, ser apontado por situações adverbiais: à noite, naquela manhã, no outono de 1997. Outros índices temporais podem ser levados em consideração: durante a adolescência, por um instante.

Psicológico (interior ou pessoal)

Decorre "dentro" das criaturas. E sempre imaterial, não mensurável, particular. A única maneira de medi-lo é através das associações com a duração dos sentimentos.
Não é o tempo dos meses, relógios, calendários. É o tempo o ser.
Exemplo do cotidiano: Você marca um encontro, o primeiro, com quem ama, às 7 da noite. Às cinco em ponto você já tomou banho, escolheu a roupa. Olha o . relógio que não move os ponteiros. Estas duas horas que separam vocês serão infinitamente longas, embora o tempo real tenha sido marcado nos relógios de maneira idêntica a todas as horas.
Um outro exemplo: sentado(a) na carteira do c vestibular, com a aflição das inúmeras questões pela frente, seu relógio voa quatro horas são céleres demais.
E o tempo psicológico, interior.

Espaço

Nenhuma personagem, em qualquer tipo de narrativa, está solta no espaço. A especialidade existe sob a forma de ambiente onde se insiram as personagens. E numa classificação simplista, podem ser qualificados; de abertos (o campo, uma praça) e fechados (uma casa, um cômodo, uma sala). Os espaços, muitas vezes, singularizam as criaturas. Veja o exemplo de Bento Santiago, em Dom Casmurro, que mandou reconstruir a casa de sua infância; ou observe um romântico como Alencar descrevendo "os mares bravios", as praias do Ceará, a pequena floresta onde encontramos Iracema pela primeira vez, no livro homônimo.
Em A Relíquia, o narrador cria para a "Titi" um espaço fechado, escuro e tenivel dos fanáticos religiosos. A descrição do oratório, cheio de santos, incensos, toalhas bordadas e um Cristo crucificado; a sala imponente e sombria... Leve, ainda, em consideração o espaço criado por José Lins do Rego, em Fogo Morto: na região do Pilar, ele indica a decadência de um Nordeste antigo e latifundiário usando como símbolo de uma estrada de terra batida, caminho que vai para todos os lugares e traz todas as criaturas e seus sofrimentos.
O espaço é vital para a construção de boas histórias. Menos que um pano de fundo, é indicador de características humanas: O "Paraíso", em O Primo Basílio mostra o caráter das relações entre Basílio e Luísa, assusta-a pelo feio, sujo, quando esperava o belo e romântico lugar para encontrar"se com o amante.
Em O Cortiço, de Aluísio Azevedo, é antes uma personagem, ganha corpo, é antropomorfizado, assemelhase às criaturas. Da mesma forma que a natureza em O Guarani, de Alencar, rompe as barreiras de simples pano de fundo para as ações e passa a ocupar estatus de personagem grandiosa.

Tipologia de Espaços Físicos

São espaços "verdadeiros", ambientes criados pelo narrador para contextualizar suas personagens; é o cenário. No Romantismo, por exemplo, é meramente decorativo; no Realismo, em contrapartida, faz parte indissociável das características mais profundas da personagem: decifra suas características ou, então, indica, através do Determinismo, que o homem é produto do meio em que vive.

Psicológicos

Muitas vezes, o espaço é meramente interior e reflete estados psicológicos. Principalmente nas narrativas intimistas, a especialidade tem acento nitidamente psíquico e aponta os estados de alma das personagens.
Tomando como exemplo Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector, a personagem Joana irá embora no final da narrativa. Em espaço aberto, pelo mar, procurará o "coração selvagem da vida", lugar desconhecido, mas intuído ou sonhado.
Ainda não entendeu o que é espaço psicológico? Vamos lá! Você, suponhamos, receberá um diploma, um prêmio. Está nervoso, inquieto. Chamam seu nome, há centenas de pessoas olhando para você que... atravessa a pista de dança de um clube qualquer e dirige-se à mesa principal para ser premiado, diplomado. O trajeto até a mesa será imenso, quilométrico. Quando olhado numa outra ocasião, parecerá muito menor do que aquele que você, inquieto e nervoso, atravessou com o coração saltando pela boca. Entendeu agora?

Ação

Muito cuidado para não confundir ação com enredo, história ou argumento narrativos. Podemos definir ação como uma seqüência de acontecimentos na narração e, como se encadeiam numa ordem natural de causa e efeito, acabam por formar o todo de que se alimenta a história.
Dessa forma, um conjunto de ações feitas ou recebidas pelas personagens, encadeadas entre si, geram o enredo.
Horácio, poeta latino, observava que a ação, juntamente com o tempo e o espaço, formava o que conhecemos como a "lei das três unidades" que qualquer narrativa jamais pode dispensar para ser digna de crédito.
A seqüência das ações narrativas desenvolve-se no tempo, não se esqueça disso; é um conjunto de fatos; no entanto, é preciso observar que esta seqüência de fatos nem sempre implica uma ação. Para que isso aconteça, é preciso que tais fatos estejam "amarrados" entre si, que formem um todo a que podemos chamar, então, de enredo.
Quando se escreve, não podemos deixar ao longo das narrativas que produzimos "fios soltos". Eles devem ser "amarrados" entre si, produzindo o que chamamos de coerência interna. Mais do que descrever fatos, precisamos prestar atenção e produzir situações que se encadeiem, originando daí o todo narrativo, o conjunto de circunstâncias acionais que gerem uma história na qual se creia.
Como você pode perceber, as ações implicam também verossimilhança e dão unidade e sentido à sua narração ou a qualquer texto que conte uma história.

Elaboração: Equipe Aprovação Vest


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Roteiro para interpretar textos:

1. Ler atentamente todo o texto, procurando focalizar sua ideia central.
2. Interpretar as palavras desconhecidas através do contexto.
3. Reconhecer os argumentos que dão sustentação à ideia central.
4. Identificar as objeções à ideia central;
5. Sublinhar os exemplos que forem empregados como ilustração da ideia central.
6. Antes de responder às questões, ler mais de uma vez todo o texto, fazendo o mesmo com o enunciado de cada questão.
7. Evite responder “de cabeça”. Procure localizar a resposta no texto.
8. Se preferir, faça anotações à margem ou esquematize o texto.
9. Se o comando pede a ideia principal ou tema, normalmente deve situar-se no primeiro parágrafo (introdução) ou no último (conclusão).
10. Se o comando busca argumentação, deve localizar-se os parágrafos intermediários (desenvolvimento).

Erros comuns de interpretação:

EXTRAPOLAÇÃO (viagem): Ocorre quando o candidato sai do contexto, acrescentando idéias que não estão no texto, normalmente porque já conhecia o tema por uso de sua imaginação criativa.
· Portanto, é proibido viajar.
REDUÇÃO: É o oposto da extrapolação.
· Dá-se atenção apenas a um ou outro aspecto, esquecendo-se de que o texto é um conjunto de idéias.
CONTRADIÇÃO: É comum as alternativas apresentarem idéias contrárias às do texto, fazendo o candidato chegar a conclusões equivocadas, de modo a errar a questão.
· Portanto, internalize as idéias do autor e ponha-se no lugar dele.
· Só contradiga o autor se isso for solicitado no comando da questão. Exemplo: “Indique a alternativa que apresenta idéia contrária à do texto”.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Anúncios e jornais

Para quem gostava de ler as pérolas do ENEM e rir do nível lamentável de nossos estudantes, encontrei outras pérolas de pessoas (pelo menos acho) letradas. É isso mesmo. Pessoas com diploma também erram, porque não?
Leiam e divirtam-se!


Essas primeiras são do livro "Ora Direis Ouvir Asneiras"

"De ordem do Exmo. Delegado de Policia,faço saber aos senhores criminosos que andam perambulando pelas ruas que fujam com urgencia, sob pena de serem presos." (Aviso afixado na cadeia de Cabrobó - PE.)

"A vítima foi encontrada às margens do rio Sucuriú, retalhada em quatro pedaços, com os membros separados do tronco, dentro de um saco de aniagem, amarrado e atado a uma pesada pedra. Ao que tudo indica, parece afastada a hipótese de suicidio." (Relatorio de um delegado de Mato Grosso.)

"Cuidado! Tocar nesses fios provoca morte instantanea. Quem for flagrado fazendo isso será processado." (Tabuleta afixada em uma estação ferroviária.)




Essa próxima sequencia fez parte de uma pesquisa feita por Edson Athayde, publicada pelo Diario de Noticias, do Rio de Janeiro, em 30 de Outubro de 1999

  1. “Parece que ela foi morta pelo seu assassino”
  2. “Ferido no joelho, ele perdeu a cabeça.”
  3. “Os antigos prisioneiros terão a alegria de se reencontrar para lembrar os anos de sofrimento.”
  4. “A policia e a justiça são as duas mãos de um mesmo braço.”
  5. “O acidente fez um total de um morto e três desaparecidos. Teme-se que não haja vítimas.”
  6. “O acidente foi no tristemente célebre Retângulo das Bermudas.”
  7. “Este ano, as festas do 4 de Setembro coincidem exatamente com a data de 4 de Setembro, que é a data exata, pois o 4 de Setembro é um domingo.”
  8. “O tribunal, após breve deliberação, foi condenado a um mês de prisão.”
  9. “Quatro hectares de trigo foram queimados. A principio trata-se de um incendio.”
  10. “O velho reformado, antes de apertar o pescoço da sua mulher até à morte, suicidou-se.”
  11. “No corredor do hospital psiquiátrico, os doentes corriam como loucos.”
  12. “Ela contraiu a doença na época em que ainda estava viva.”
  13. “A conferência sobre a prisão-de-ventre foi seguida de um farto almoço.”
  14. “O acidente provocou uma forte comoção em toda a região, onde o veículo era bem conhecido.”
    “O aumento do desemprego foi de 0% em Novembro.”
  15. “O cabrito montês ficou morto na estrada durante alguns instantes.”
  16. “À chegada da policia, o cadáver encontrava-se rigorosamente imóvel.”
  17. “As circunstancias da morte do chefe de iluminação permanecem rigorosamente obscuras.”
  18. “O presidente de honra é um jovem setuagenario de 81 anos.”
  19. “E’ uma bela obra, de onde parecia exalar toda a fria tristeza da estepe gelada. Foi executada com um calor magistral.”
  20. “Depois de algum tempo, a agua corrente foi instalada no cemiterio, para satisfação dos habitantes.”
  21. “Esta nova terapia traz esperanças a todos aqueles que morrem de cancro a cada ano.”
  22. “Apesar da meteorologia estar em greve, o tempo esfriou ontem intensamente.”
  23. “Os sete artistas compõem um trio de talento.”
  24. “A policia encontrou no esgoto um tronco que provém, seguramente, de um corpo cortado em pedaços. E tudo indica que este tronco faça parte das pernas encontradas na semana passada.”
  25. “A vítima foi estrangulada a golpes de facão.”
  26. “Um surdo-mudo foi morto por um mal-entendido.”
  27. “Os nossos leitores nos desculparão por este erro indesculpável.”
  28. “Há muitos redatores que, para quem veio do nada, são muito fiéis a suas origens.”

Fontes:

http://www.reidacocadapreta.com.br

http://www.nlnp.net/index.html